Banguecoque, dos templos à vida na rua

14-02-2020 (15h34)

Banguecoque é o que se pode esperar da capital de um país tão diverso como a Tailândia, um concentrado de beleza, exotismo e caos, distribuído por templos antigos e ruas apinhadas de gente onde se vende tudo.

Isto, contudo, não quer dizer que não haja surpresas em Banguecoque. Seria impensável na imensidão de uma cidade com 15 milhões de habitantes, porta de entrada para a descoberta de um país tão imenso e diverso em tantos aspectos.

Fomos recebidos por um calor húmido à saída do aeroporto de Banguecoque, previsível para a altura do ano em que viajámos, inícios de Setembro, com os termómetros acima dos 30 graus e o céu em intervalos de cinzento e azul.

Foram quatro horas de voo de Lisboa para Istambul e mais nove até Banguecoque, na Turkish Airlines. Esperava-nos um guia da Asian Trails, um tailandês que fala espanhol e que nos facilitou a tarefa de decorar o seu nome original, apresentando-se como Fellini. Ganhou a alcunha nos seus tempos de fotógrafo, inspirada no realizador italiano Federico Fellini.

A caminho dos templos, Fellini explica-nos algumas curiosidades. Conta-nos, por exemplo, que mais de 90% da população é budista e que ao visitar os seus templos (wats) devemos descalçar-nos. Diz-nos também que todas as imagens de Buda são sagradas e que não devemos posar em frente delas para tirar fotografias.

Eis a primeira paragem: Wat Traimit, o templo do Buda Dourado. Subimos a escadaria inclinada e deixamo-nos impressionar pelos telhados dourados e pontiagudos, até que entramos na sala onde está a principal atracção, uma estátua de Buda em ouro maciço. O monumento reluzente tem três metros de altura e pesa 5,5 toneladas. É impressionante.

Mas a estátua mais colossal que veremos nesse dia está no complexo Wat Pho, uma representação de Buda deitado, com 15 metros de altura e 46 de comprimento, quase tão longa como uma piscina olímpica.

Outro monumento incontornável em Banguecoque, e talvez o mais visitado, é o Palácio Real, que foi residência oficial dos reis do Sião a partir de 1782, data em que Banguecoque passou a ser a capital do reino, depois de Ayutthaya ter sido destruída pelos birmaneses.

No complexo do Palácio Real, nos vários pátios e edifícios, encontramos um mar de turistas a caminhar entre as suas estruturas brilhantes, em tons de ouro a contrastar com apontamentos verdes e vermelhos.

Grupos de visitantes como o nosso param aqui e ali para ouvir as explicações dos seus guias, enquanto observam e fotografam as estátuas de guerreiros, as estupas trabalhadas em detalhe ou os murais que contam histórias de batalhas épicas.

Ainda dentro do complexo do Palácio Real, Fellini leva-nos a visitar o Wat Phra Kaew, o templo do Buda Esmeralda. Esta representação, esculpida num único bloco de jade, com apenas 66 centímetros de altura, está colocada no topo de uma estrutura tão ornamentada que quase passa despercebida à primeira vista. Aqui não é permitido fotografar, o que até acaba por libertar mais tempo para apreciar os murais, caso consiga abstrair-se do movimento constante de pessoas a entrar e a sair.

Para fechar um dia inteiramente dedicado à cultura tailandesa, espera-nos um espectáculo de danças tradicionais, lentas, delicadas e com gestos suaves de mãos, ao ritmo de tambores e xilofones.

Assistimos a este espectáculo enquanto jantamos uma refeição também rotulada de tradicional, mas que sabemos ser suavizada para os paladares ocidentais, ou não teríamos água suficiente no mundo para aliviar o ardor do picante que os tailandeses consideram normal.

Há tempo ainda para um passeio em Patpong, uma espécie de Red Light Street onde convivem duas realidades muito distintas: de um lado estão mulheres e ladyboys em biquíni à porta dos bares a acenar a quem passa, enquanto no centro e no outro lado da rua estão vendedores com bancas montadas a vender roupa, calçado, ímanes e até luvas e calções de Muay Thai, o desporto de combate da Tailândia.

É tempo de recarregar baterias e por isso regressamos ao Novotel Bangkok Silom Road. No dia seguinte atravessaremos uma ponte sobre o rio Chao Phraya para visitar o Talad Rom Hoop (ou mercado de Maeklong), que se estende pelos dois lados de uma linha férrea, obrigando os comerciantes a recolher a mercadoria à passagem do comboio, e o Damnoen Saduak, um mercado flutuante onde o comércio se faz em pequenos barcos num labirinto de canais.

Para continuar a ler clique:

Mercados invulgares perto de Banguecoque

 

Por Luís Canto

O PressTUR viajou a convite do operador turístico Solférias

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