APAVT alerta agências de viagens portuguesas para risco de incumprimento da Aigle Azur

04-09-2019 (19h48)

Imagem: Aigle Azur
Imagem: Aigle Azur

A Aigle Azur, que chegou a ter parte significativa do transporte de emigrantes em França para Portugal, bem como de ligações entre Paris Orly e os aeroportos do Porto e do Funchal, não prevê “protecção dos passageiros com voos marcados”, alertou hoje a APAVT.

“Cumpre-nos informar que a companhia aérea francesa Aigle Azur, participante do BSP em Portugal, cancelou todos os seus voos, não prevendo protecção dos passageiros com voos marcados”, começa por indicar uma informação da Associação Portugues das Agências de Viagens aos seus associados a que o PressTUR teve acesso.

“Aconselhamos os associados a pedirem, de imediato, o reembolso dos bilhetes ou parte de bilhetes não voados”, diz de seguida o documento sobre a reacção possível a mais uma situação de falência de uma companhia de aviação, para tentarem evitar que os seus clientes fiquem sem o dinheiro e sem os voos.

Como o PressTUR avançou há algumas horas, já não é possível reservar voos da Aigle Azur, companhia detida maioritariamente pelo grupo chinês HNA e pelo empresário e accionista de referência da TAP e da Azul, David Neeleman (clique para ler: Aigle Azur já não tem voos à venda em Portugal).

A informação da APAVT centra-se no esclarecimentos das suas associadas “quanto à responsabilidade que impende sobre as agências de viagens que tenham comercializado viagens com a companhia aérea em causa”.

O documento explica que os casos de voos comprados isoladamente (seat only) estão excluídos do âmbito da lei sobre as viagens organizadas pelo que, “do ponto de vista estritamente jurídico, a agência deverá informar os clientes da situação, sendo apenas responsável pela devolução dos valores que os fornecedores, a montante, lhe venham a devolver também”.

No caso de voos comprados como parte de ‘pacotes’, se ainda estiverem por se realizar, “estamos perante uma situação de impossibilidade de cumprimento / possível alteração significativa do programa” e o cliente “pode cancelar a viagem com a devolução integral dos valores entregues, ou aceitar eventuais alternativas apresentadas (suportando, porém, os respectivos  custos)”.

Se a viagem já se tiver iniciado, a agência tem a responsabilidade pelos clientes que se encontrarem nos destinos e devem “assumir os custos do regresso e todos os custos daí decorrentes, salvo nos casos em que existam seguros que cubram estes danos”.

“Os eventuais valores assumidos pela Agência poderão ser, posteriormente, peticionados junto da Companhia Aérea ou massa insolvente caso a mesma se apresente, entretanto, à Insolvência”, acrescenta a informação.

 

Clique para mais notícias: APAVT

Clique para mais notícias: Aigle Azur

Share
Tweet
+1
Share
Comentários
Escrever comentário

Outras Notícias

Magnet junta companhias aéreas e agentes de viagens em Lisboa, Porto e Coimbra

19-09-2019 (16h53)

A Magnet vai organizar em Outubro, em Lisboa, Porto e Coimbra, um evento para juntar agentes de viagens e as principais companhias de aviação que operam em Portugal.

Solférias leva agentes de viagens portugueses à Tailândia

18-09-2019 (18h16)

O operador turístico Solférias levou um grupo de agentes de viagens portugueses a conhecer a Tailândia, um dos novos destinos da sua programação, proporcionando-lhes um circuito que incluiu praias, cidade e natureza.

Gigante europeu da operação turística recorre à protecção de credores nos tribunais dos EUA

17-09-2019 (16h21)

O grupo Thomas Cook, tradicionalmente considerado o segundo maior da Europa na operação turística e agência de viagens, solicitou ontem a protecção de credores, o chamado Chapter 15, num tribunal de Nova Iorque, que o protege de tentativas de cobranças por parte de credores dos Estados Unidos.

OTA de hotéis Amoma cessa e culpa “comparadores de preços”

16-09-2019 (11h08)

A agência de reservas hoteleiras Amoma, em www.amoma.com, que no ano passado teve vendas superiores a 500 milhões de euros, anunciou que cessa actividade e não terá como assegurar o respeito pelas responsabilidades contraídas para com os clientes.

Agências de viagens reclamam protecção dos consumidores perante falências de companhias aéreas

10-09-2019 (19h45)

As agências de viagens e turismo reafirmaram hoje a exigência de protecção dos consumidores face a falências de companhias de aviação, que em dois anos já são 36, reclamando mais "ambição" por parte da União Europeia e dos legisladores nacionais.

Noticias mais lidas