Agências de viagens reclamam soluções para “recente inoperacionalidade” do Aeroporto do Funchal

11-02-2019 (14h35)

Foto: APAVT
Foto: APAVT

A Associação das Agências de Viagens Portuguesas (APAVT) reclamou hoje em comunicado "decisões urgentes com vista à adopção de políticas e investimentos que permitam solucionar a recente inoperacionalidade do aeroporto Cristiano Ronaldo".

A posição da Associação está expressa em comunicado que começa por realçar o impacto da falência da Germania Airlines, assinalando que ocorre “na senda do que se verificou no passado recente com as transportadoras Monarch, Air Berlin e Lauda Air” e “constitui mais um golpe no Turismo da Madeira, já demasiado exposto pela crescente inoperacionalidade do aeroporto do Funchal, infra-estrutura determinante para a rápida substituição do tráfego afectado por estas situações”.

Citado no comunicado, o presidente da APAVT, Pedro Costa Ferreira, realça que “não deixa de ser irónico” que a IATA reclame das agências de viagens “cada vez mais garantias” e imponha “crescentes restrições à [sua] actividade”, mas depois “sejam os seus próprios associados a anunciar, uns atrás de outros, falências que deixam os consumidores sem solução, e os destinos e todos os seus stakeholders afectados”.

“Sobre a Madeira, o presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), insta o Governo e todas as autoridades competentes a tomarem decisões urgentes com vista à adopção de políticas e investimentos que permitam solucionar a recente inoperacionalidade do aeroporto Cristiano Ronaldo”, acrescenta o comunicado.

“Num destino cuja economia depende em mais de 26% do Turismo, é incompreensível e inaceitável que não se faça nada para resolver este problema”, prossegue a declaração de Pedro Costa Ferreira, que acrescenta que “a substituição do tráfego transportado por estas transportadoras que faliram, bem como o desenvolvimento de novas ligações, está absolutamente dependente da operacionalidade do aeroporto” e que “o mesmo se passa relativamente ao transporte dos próprios residentes”.

Dados do Aeroporto do Funchal a que o PressTUR teve acesso mostram que em 2018 teve uma quebra de passageiros em 0,7% ou cerca de 21,2 mil, para 3,181 milhões, especialmente pelas quebras em ligações com o Reino Unido (-6,1%, para 637,4 mil) e com a Alemanha (-9%, para 422,6 mil), que são as suas duas principais origens/destinos fora de Portugal.

No mês de Dezembro, porém, o Aeroporto do Funchal já teve fortes aumentos de passageiros de voos de/para Reino Unido e Alemanha, respectivamente em 16,3%, para 48,9 mil, e em 24,9%, para 32,7 mil.

No mês de Janeiro, ‘a toada’ de crescimento nas ligações com a Alemanha até acelerou, registando-se um aumento em 36,4%, para 32,6 mil, mas em voos de/para o Reino Unido registou-se um acentuado abrandamento, com o crescimento a baixar para 3,8%, para 47,6 mil passageiros.

O Aeroporto do Funchal teve, assim, o mais fraco aumento de passageiros do mês de Janeiro entre os grandes aeroportos portugueses geridos pela ANA/Vinci, com +2,2%, para 226,5 mil.

 

Clique para ler: Falência da Germania realça mais uma vez relevância das agências quando viagem corre mal

 

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