Alteração do modelo de distribuição da TAP só para o ano
A TAP só para o ano poderá alterar o seu modelo actual de distribuição, deixando de ‘dar’ tarifas iguais a todas as agências de viagens e seguindo a tendência de diferenciação por ‘parceiros’ que está a predominar na Europa, uma vez que ainda está ‘amarrada’ ao acordo de full content com a Travelport, que vigora até Janeiro de 2020.
Fontes da aviação explicaram ao PressTUR que embora a companhia já tenha um novo acordo com o Amadeus, isso não basta para enveredar pela diferenciação na distribuição e deixar de praticar o chamado full content, pois continua a isso obrigada pelo acordo que tem o Travelport, que até é o GDS líder em Portugal, o qual vigora até Janeiro de 2020.
O anúncio de que a TAP já tinha um novo acordo com o Amadeus partiu da tecnológica no seu balanço do ano de 2018, no qual realça que na sua área de distribuição a companhia continua a expandir a disponibilização de conteúdos (vulgo tarifas e serviços) às agências subscritoras, acrescentando que no ano de 2018 renovou ou assinou acordos com 15 companhias aéreas, “incluindo a Finnair e a TAP” (clique para ler: TAP já renegociou acordo de distribuição com o Amadeus).
As fontes do PressTUR avançaram que esse acordo já
permitiria à TAP avançar com o que tem sido denominado por private channel e
mesmo com tarifas exclusivas para venda directa num canal direct connect,
referindo-se à capacidade de ter distribuição diferenciada.
Esse modelo, que já está em prática nos maiores grupos de
aviação europeus, passa também por uma negociação com as agências de viagens
aderentes, que têm que aceitar receber menos “incentivos” dos GDS para a venda
dessas tarifas, para que estes possam cobrar menos às companhias aéreas.
A ‘revolução’ em curso na distribuição de aviação acentuou-se
com a criação pela IATA da chamada New Distribution Capability (NDC),
inicialmente muito contestada por associações de agências de viagens e GDS, que
a consideravam um ataque à comparabilidade e, por conseguinte, à transparência
essencial para um bom serviço ao cliente, mas que tem feito o seu caminho e vem
sendo aceite de forma praticamente unânime.
A questão no entanto, nunca foi essencialmente tecnológica,
uma vez que os “incentivos” dos GDS são uma importante fonte de remuneração das
agências de viagens, principalmente depois que deixaram de ter comissões das
companhias de aviação.
A questão é que as companhias de aviação depois de
‘cortarem’ as comissões às agências consideram essencial cortar custos com GDS,
invocando que são muito elevados e que estão a ser um travão a terem tarifas
competitivas com as low cost, que paulatinamente vão ganhando mercado
empresarial, que é o principal segmento das agências, nomeadamente das maiores.
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