Angola negoceia com Boeing novos aviões para a TAAG
O Presidente de Angola revelou em Nova Iorque que as autoridades de Luanda estão a negociar a compra de novos aviões da Boeing destinados à companhia aérea angolana TAAG, que é líder em ligações com Portugal, com voos de Luanda tanto para Lisboa como para o Porto.
Num despacho dos seus enviados especiais que acompanham a deslocação de João Lourenço aos Estados Unidos, onde discursou hoje na reunião anual da Assembleia-Geral da ONU, a agência de notícias angolana Angop escreve que a intenção foi manifestada pelo próprio Presidente da República num encontro com empresários e potenciais investidores norte-americanos.
João Lourenço não adiantou nem o número de aparelhos nem o valor do investimento, especificando apenas tratar-se de aviões destinados a operações de médio e longo cursos.
A compra de novos aviões, que deverá ser concretizada até 2020, vai permitir à TAAG concorrer em igualdade de circunstâncias com outras companhias do sector.
A decisão tem como pano de fundo a conclusão das obras de construção do novo aeroporto de Luanda, assim como a transformação da TAAG em sociedade anónima, decretada por João Lourenço no dia 20.
A frota actual da TAAG é composta por 13 aviões Boeing, três dos quais 777-300 ER, com mais de 290 lugares, recebidos entre 2014 e 2016, e que são os aparelhos com que opera os voos de/para Portugal.
A companhia conta também com cinco 777-200, de 235 lugares, e outros cinco 737-700, com capacidade para 120 passageiros, estes utilizados nas ligações domésticas e regionais.
No encontro com os empresários, João Lourenço sublinhou o facto de não existir um estado democrático e de direito sem transparência e reforçou o apelo para a intervenção do sector privado na economia angolana.
“A Constituição nunca proibiu a intervenção do sector privado na economia. Estou a referir-me ao excesso de burocracia, à existência de monopólios em alguns sectores da economia”, afirmou, lembrando, porém, que o Governo de Luanda “já iniciou um processo para pôr termo a esses obstáculos”.
No encontro, João Lourenço frisou que esse caminho “está a criar dissabores a algumas pessoas e empresas”.
“Mas tem de ser”, ressalvou, sublinhando que, em causa, está o interesse público e milhões de dólares dos angolanos.
Na reunião, João Lourenço insistiu na possibilidade de os empresários que escolherem Angola para investir obterem o visto à chegada ao país.
“A partir de agora, quem for investir em Angola, desde que declare a sua intenção de investimento junto da Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações de Angola (AIPEX), beneficiará dessa facilidade”, garantiu.
(PressTUR com Agência Lusa)
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