Boeing revela quebra de 44% das vendas de aviões comerciais em 2019

29-01-2020 (16h39)

Foto: Trinity Moss / Unsplash
Foto: Trinity Moss / Unsplash

O fabricante norte-americano de aviões Boeing revelou hoje uma quebra das receitas com aviões comerciais em 44% ou 25.244 milhões de dólares, bem como uma degradação dos resultados de operações da divisão em cerca de 14,5 milhões de dólares, de um lucro de 7.830 milhões em 2018 para um prejuízo de 6.657 milhões em 2019.

A informação mostra que os problemas se centraram no 737, nomeadamente no 737 MAX, que está proibido de voar depois de dois acidentes com 346 mortes e mostra que em número de aviões entregues a clientes a quebra ainda foi maior, atingindo 53%, de 806, para 380.

O balanço assinala que só no último trimestre a companhia teve uma quebra das receitas de aviões comerciais em 55%, com uma margem negativa de 38,1% (15,7% positiva no 4º trimestre de 2018) e agravada por um encargo antes de impostos de 2,6 mil milhões de dólares relacionado com “potenciais concessões e outras considerações com clientes relacionadas com o 737 MAX.

A imprensa americana, por sua vez, realça que a Boeing, que já foi das empresas mais rentáveis do mundo, admitiu que os custos associados ao descalabro do 737 MX poderão ultrapassar os 18,6 mil milhões de dólares, especificando que só com compensações às companhias de aviação por perdas de receitas pelo atraso do 737 MAX ascendem a 8,3 mil milhões de dólares, substancialmente mais que a anterior estimativa, que era de 5,6 mil milhões.

 

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