Cabo Verde Airlines consegue financiamento de 21,3 milhões de euros

15-07-2019 (10h53)

Foto: TACV
Foto: TACV

A companhia aérea Cabo Verde Airlines assinou com o Banco Internacional de Cabo Verde (BICV) e com o Ecobank uma linha de crédito de 24 milhões de dólares, cerca de 21,3 milhões de euros ao câmbio de hoje.

Durante a cerimónia de assinatura do acordo, que decorreu sexta-feira, dia 12, o presidente da Cabo Verde Airlines, Jens Bjarnason, recordou o “longo caminho” percorrido até agora.

Em Março, o Estado de Cabo Verde vendeu 51% da companhia aérea nacional TACV por 1,3 milhões de euros à Lofleidir Cabo Verde, uma empresa detida em 70% pela Loftleidir Icelandic EHF e em 30% por empresários islandeses com experiência no sector da aviação.

Para o Governo cabo-verdiano, a alternativa à privatização seria a sua liquidação, a qual custaria mais de 181 milhões de euros.

Jens Bjarnason acredita que a assinatura da linha de crédito foi “provavelmente o passo final” neste processo e que a mesma visa “assegurar a sustentabilidade da empresa para o futuro”.

No final da cerimónia, o presidente da Cabo Verde Airlines revelou que o financiamento hoje assinado foi no montante de 24 milhões de dólares e que este já era previsível aquando da decisão de adquirir a empresa.

O acordo irá permitir à empresa “navegar” nos próximos 18 a 20 meses, adiantou Jens Bjarnason, acrescentando que o interesse do grupo está agora apenas nas ligações aéreas internacionais.

Por seu lado, os representantes dos bancos que vão assegurar este financiamento disseram acreditar no projecto, classificando-o de “estratégico” para Cabo Verde.

A encerrar a cerimónia, o vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças de Cabo Verde, Olavo Correia, sublinhou o crescimento da empresa, não só em número de ligações e de aviões, mas também de trabalhadores cabo-verdianos, pedindo confiança aos trabalhadores da empresa, mas também empenho.

“Às vezes temos défice de produtividade e um absentismo laboral muito elevado”, lamentou.

É intenção do Governo continuar o seu desinvestimento na empresa, com a alienação de 10% do seu capital social aos trabalhadores e emigrantes, mantendo-se com 39% das acções da companhia que serão alienadas ainda em 2019 a investidores nacionais e internacionais.

Segundo o contrato de privatização assinado, “o parceiro estratégico não poderá alienar as suas acções durante um período de cinco anos, tendo para tal de ter autorização do Governo”.

Passado este período, e caso pretenda fazê-lo, o Governo tem sempre direito de preferência.

(PressTUR com Agência Lusa)

 

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