HNA vende participação na TAP à Azul e ao fundo norte-americano Global Aviation Ventures
O conglomerado chinês HNA vendeu a participação de 9% que detinha na TAP através do consórcio Atlantic Gateway à companhia aérea brasileira Azul e ao fundo norte-americano Global Aviation Ventures.
A participação do grupo HNA foi vendida por 55 milhões de dólares norte-americanos, cerca de 48,6 milhões de euros.
Mais de metade desta participação indirecta na TAP foi
vendida à Global Aviation Ventures LLC, um fundo norte-americano de capital de
risco especializado no sector da aviação, por 30 milhões de dólares.
O restante passou para as mãos da transportadora aérea
brasileira Azul, fundada por David Neeleman, accionista da TAP através do
Atlantic Gateway, em troca de 25 milhões de dólares, segundo comunicado da HNA
enviado ao mercado bolsista de Xangai.
O grupo HNA explica que o negócio envolveu a venda de uma
subsidiária chamada Hainan Airlines Civil Aviation, cujos únicos bens são uma
participação de 20% na Atlantic Gateway, consórcio que detém 45% da TAP. O
Estado português é dono de 50% da TAP, estando os restantes 5% do capital nas
mãos dos trabalhadores.
A Azul foi criada pelo empresário brasileiro David Neeleman,
que detém 40% da Atlantic Gateway. O grupo HNA chegou a ser também accionista
da Azul, mas vendeu essa participação em Agosto do ano passado a investidores institucionais
norte-americanos.
O HNA tinha há menos de um mês aumentado de 12% para 20% a
sua participação na Atlantic Gateway, numa altura em que já enfrentava
problemas de liquidez. O grupo chinês tem vindo a alienar investimentos e a
cancelar negócios, incluindo na indústria da aviação, que é o negócio
fundamental da empresa.
Uma das subsidiárias do HNA, a Capital Airlines, inaugurou
em Julho de 2017 o primeiro voo directo entre a China e Portugal. No entanto,
pouco depois de celebrar o primeiro aniversário do voo, a empresa anunciou a
sua suspensão.
O HNA, que detém ainda importantes participações em empresas
como Hilton Hotels, Swissport ou Deutsche Bank, está já sob supervisão de um
grupo de credores, liderado pelo Banco de Desenvolvimento da China.
(PressTUR com Agência Lusa)
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