HNA vende participação na TAP à Azul e ao fundo norte-americano Global Aviation Ventures

15-03-2019 (13h02)

Airbus A330-900neo CS-TUF (Foto: TAP)
Airbus A330-900neo CS-TUF (Foto: TAP)

O conglomerado chinês HNA vendeu a participação de 9% que detinha na TAP através do consórcio Atlantic Gateway à companhia aérea brasileira Azul e ao fundo norte-americano Global Aviation Ventures.

A participação do grupo HNA foi vendida por 55 milhões de dólares norte-americanos, cerca de 48,6 milhões de euros.

Mais de metade desta participação indirecta na TAP foi vendida à Global Aviation Ventures LLC, um fundo norte-americano de capital de risco especializado no sector da aviação, por 30 milhões de dólares.

O restante passou para as mãos da transportadora aérea brasileira Azul, fundada por David Neeleman, accionista da TAP através do Atlantic Gateway, em troca de 25 milhões de dólares, segundo comunicado da HNA enviado ao mercado bolsista de Xangai.

O grupo HNA explica que o negócio envolveu a venda de uma subsidiária chamada Hainan Airlines Civil Aviation, cujos únicos bens são uma participação de 20% na Atlantic Gateway, consórcio que detém 45% da TAP. O Estado português é dono de 50% da TAP, estando os restantes 5% do capital nas mãos dos trabalhadores.

A Azul foi criada pelo empresário brasileiro David Neeleman, que detém 40% da Atlantic Gateway. O grupo HNA chegou a ser também accionista da Azul, mas vendeu essa participação em Agosto do ano passado a investidores institucionais norte-americanos.

O HNA tinha há menos de um mês aumentado de 12% para 20% a sua participação na Atlantic Gateway, numa altura em que já enfrentava problemas de liquidez. O grupo chinês tem vindo a alienar investimentos e a cancelar negócios, incluindo na indústria da aviação, que é o negócio fundamental da empresa.

Uma das subsidiárias do HNA, a Capital Airlines, inaugurou em Julho de 2017 o primeiro voo directo entre a China e Portugal. No entanto, pouco depois de celebrar o primeiro aniversário do voo, a empresa anunciou a sua suspensão.

O HNA, que detém ainda importantes participações em empresas como Hilton Hotels, Swissport ou Deutsche Bank, está já sob supervisão de um grupo de credores, liderado pelo Banco de Desenvolvimento da China.

(PressTUR com Agência Lusa)

 

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