Levantadas restrições ao abastecimento no aeroporto de Lisboa, ANA Aeroportos

16-08-2019 (12h35)

Aeroporto de Lisboa
Aeroporto de Lisboa

As restrições ao abastecimento de aviões no aeroporto de Lisboa, em vigor desde segunda-feira, foram hoje levantadas, disse à Lusa fonte oficial da ANA – Aeroportos de Portugal.

“Considerando o nível de descargas e o aumento de stock de combustível no Aeroporto Humberto Delgado, foram levantadas, hoje às 9h, as restrições ao abastecimento de aeronaves”, afirmou a fonte.

A ANA “continuará, em conjunto com o Governo, empresas petrolíferas, companhias aéreas e ‘handlers’ [empresas de assistência], a acompanhar e a avaliar de perto a situação”, acrescentou.

Na segunda-feira, a ANA tinha afirmado que o ritmo de abastecimento no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, era “insuficiente, em níveis bastante abaixo do estipulado para serviços mínimos”, provocando “restrições à operação”, devido à greve dos motoristas.

Na altura, a gestora dos aeroportos disse que o ritmo de abastecimento “insuficiente” verificado tinha levado à implementação de restrições à operação, “nomeadamente na redução de abastecimento de aeronaves”, que agora cessaram.

A greve dos motoristas de matérias perigosas cumpre hoje o quinto dia, com menos profissionais em protesto, depois de um dos dois sindicatos que convocara a paralisação a ter desconvocado.

A decisão do Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM) surgiu perto das 23h00, na sequência de uma reunião no Ministério das Infraestruturas, gabinete onde se encontravam também dirigentes da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (Antram).

Esta posição do SIMM deixou o Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) sozinho no protesto, depois de esta estrutura sindical ter pedido na quinta-feira a mediação do Governo para chegar a um entendimento com a Antram.

O Governo começou por anunciar que iria nomear um mediador para tentar terminar o conflito, mas, horas depois, disse que o processo de mediação não era viável.

A Antram, por seu turno, reiterou na quinta-feira que, se os sindicatos desconvocarem a greve, aceita reunir-se com aquelas estruturas.

A greve fora convocada pelo SNMMP e pelo Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM), com o objectivo de reivindicar junto da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (Antram) o cumprimento do acordo assinado em Maio, que prevê uma progressão salarial.

Na segunda-feira, ao final do primeiro dia de greve, o Governo decretou uma requisição civil, alegando incumprimento dos serviços mínimos.

(PressTUR com Agência Lusa)

 

Clique para ver mais: Aviação

Clique para ver mais: Portugal

Share
Tweet
+1
Share
Comentários
Escrever comentário

Outras Notícias

Antonoaldo Neves garante que TAP tem “fundações bem sólidas”

21-02-2020 (17h53)

Os resultados da TAP no segundo semestre “não foram suficientes para compensar” as quebras do primeiro, admitiu Antonoaldo Neves, CEO da transportadora, que acrescentou estar convicto, no entanto, que “as fundações estão bem sólidas para a gente continuar nessa trajectória de transformação da empresa e melhoria da sustentabilidade”.

Grupo TAP baixa prejuízos em 12,4 milhões para 105,6 milhões de euros em 2019

21-02-2020 (17h51)

O Grupo TAP registou prejuízos de 105,6 milhões de euros em 2019, uma melhoria de 12,4 milhões de euros face às perdas de 118 milhões registadas em 2018.

TAP fecha o ano com prejuízos de 95,6 milhões

21-02-2020 (17h51)

A companhia portuguesa de aviação TAP perdeu mais 95,6 milhões de euros no ano passado, com um agravamento de 37,6 milhões face a 2018, segundo os resultados da empresa comunicados à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

“Não há possibilidade de a TAP ir para o Montijo”, Antonoaldo Neves

21-02-2020 (17h07)

O CEO da TAP, Antonoaldo Neves, voltou a garantir que “não há possibilidade” da companhia aérea ir para o Montijo, apesar de considerar “importantíssimo” a sua construção.

Comissão Executiva da TAP “não comenta política de remuneração da empresa”, Antonoaldo Neves

21-02-2020 (16h59)

O CEO da TAP, Antonoaldo Neves, declarou que “não comenta política de remuneração da empresa” que foi trazida para a ‘praça pública’ pelo accionista David Neeleman que o escolheu para liderar a gestão executiva da companhia.

Noticias mais lidas