Madeira alerta para risco de “prejuízo gigantesco” com greve pelo réveillon dos funcionários de segurança dos aeroportos

12-12-2016 (15h00)

Evitar uma greve que pode causar um "perigo gigantesco" é o esforço que a Madeira está a desenvolver face à ameaça de greve dos funcionários das empresas de segurança nos aeroportos por ocasião do réveillon, revelou ao PressTUR o secretário Regional de Turismo, Eduardo Jesus.

“Seria terrível sob o ponto de vista não só económico mas, acima de tudo, da má imagem que isso daria do país”, salientou Eduardo Jesus, que falava ao PressTUR após intervir numa das sessões do 42º Congresso da APAVT, depois de destacar são “variadíssimas” as operações aéreas que a Região se prepara para receber no fim do ano, incluindo além das ligações regulares, dezenas de operações de charters.

O PressTUR teve conhecimento que os operadores turísticos associados da APAVT aproveitaram a presença em Aveiro dos principais responsáveis políticos pelo turismo na Madeira, entre eles, além de Eduardo de Jesus, também o presidente da Associação de Promoção Turística da Madeira, para lhes expressar a preocupação com que encaram a convocação da greve, tendo em conta o impacto que teve a ocorrida em Agosto, nomeadamente por inacção da gestora dos aeroportos (para ler clique: Greve na segurança dos aeroportos provoca caos sem precedentes nas operações turísticas - APAVT e ANA admite que 5.000 passageiros ficaram em terra em Lisboa pela greve do pessoal de segurança).

Os operadores turísticos portugueses avançaram então com uma iniciativa inédita de compensar os seus clientes afectados pela greve com vouchers, mas todos reconhecem que não apagará a má recordação de uma viagem estragada.

E o prejuízo potencial no fim do ano é muito superior ao de Agosto, tendo em conta as dezenas de voos especiais que se realizam por essa época e nomeadamente para a Madeira.

E é reconhecendo esse risco que, como avançou ao PressTUR, Eduardo Jesus diz que é preciso “bom senso e acima de tudo um equilíbrio” para se evitar “um prejuízo para a imagem do país”.

O governante madeirense avançou ainda ao PressTUR que tem mantido contactos permanentes com as entidades intervenientes até porque a Madeira “está numa situação muito especial no que toca às acessibilidades marítimas e aéreas”.

“Nós temos sempre o cuidado de aferir com alguma cautela o que é o impacto de uma medida destas e de consciencializar as entidades envolvidas sobre o que esses propósitos podem pôr em causa muita coisa. E repare que apesar da greve ser um direito consagrado na nossa Constituição, retira liberdade, que é outro direito consagrado na Constituição, quando interfere no espaço de decisão de outras pessoas”, destacou, para reclamar “bom senso e equilíbrio”.

Eduardo Jesus admitiu que a Região ainda não teve respostas relativamente às preocupações manifestadas, mas reconhece preocupação.

“Não houve ainda uma resposta concreta, porque as coisas não se definiram. Há sem dúvida alguma uma preocupação muito grande e há uma leitura necessariamente consciente do risco que estamos a passar. Isso eu posso testemunhar”, acrescentou.

 

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