Presidente da TAP descarta voos directos para a China “num futuro imediato”

18-10-2019 (13h38)

Miguel Frasquilho, presidente do Conselho de Administração da TAP
Miguel Frasquilho, presidente do Conselho de Administração da TAP

O presidente do Conselho de Administração da TAP, Miguel Frasquilho, descartou a hipótese de a companhia fazer voos directos de Portugal para a China "num futuro imediato", apesar do crescimento de turistas daquele país asiático.

“O número de visitantes chineses tem vindo a subir a uma taxa de dois dígitos, já há cerca de dez anos. Tudo isto vem criando uma massa crítica muito interessante que nós esperamos que, num futuro não muito longínquo, mas também não num futuro imediato, seja concretizada”, disse Miguel Frasquilho em Macau, à margem de uma conferência empresarial.

A TAP já teve voos directos de Lisboa para Macau, então com o Airbus A340, que está a ser descontinuado.

Actualmente é assegurada apenas uma ligação Lisboa-Pequim, com uma escala em Xi’an, em regime de code-share (partilha de venda de bilhetes entre companhias aéreas) pela TAP, numa operação garantida pela Beijing Capital Airlines.

Frasquilho sublinhou que a intenção de assegurar essa rota com aviões da TAP faz parte do plano estratégico da empresa, mas que há neste momento apostas a considerar em outros mercados, referindo que a companhia irá abrir novas rotas para África e América do Sul e reforçar os voos para Brasil e Estados Unidos.

“Vamos intensificar a operação no Brasil, [que] já é muito intensa, [já que] a TAP é o maior operador entre o Brasil e a Europa (…). Vamos ter mais voos para as mesmas dez cidades brasileiras e no futuro podemos estender a outras cidades”, afirmou.

“Vamos introduzir os aviões novos de longo curso, já introduzimos para Angola e vai ser introduzido no final deste mês para Moçambique. Isso melhora imenso as condições em que os nossos passageiros podem ser servidos a bordo”, acrescentou.

Miguel Frasquilho salientou que foram abertas “com grande sucesso três novas rotas para os Estados Unidos”, uma “expansão para o mercado norte-americano que não vai ficar por aqui, já que está prevista uma intensificação para o próximo ano”.

Ou seja, concluiu, estão previstos “novos destinos para a América do Sul e para África, e a Ásia lá surgirá, num prazo mais longo, certamente”.

(PressTUR com Agência Lusa)

 

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