Ryanair declara “irreversível” fecho das bases nas Canárias

30-08-2019 (12h45)

Foto: Ryanair
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A Ryanair afirmou que é “irreversível” a decisão de encerrar as bases de Las Palmas, Tenerife Sul e Lanzarote, e apelou aos sindicatos para a desconvocação das greves previstas para Setembro.

A transportadora, num comunicado citado na imprensa espanhola, recordou que o atraso na entrega dos aviões B737 Max, devido a dois acidentes fatais com aeronaves deste modelo da Boeing, forçou o encerramento de algumas bases deficitárias durante o Inverno e a redução do número de aviões noutras bases, tanto em Espanha como noutros mercados.

Bases como as das Canárias “geram grandes perdas durante a temporada de Inverno” e, como quase todo o tráfego dessas rotas tem origem fora de Espanha, podem ser operadas “por outros aviões baseados noutros países da União Europeia sem os custos elevados e a ineficiência resultante de basear aviões e tripulações” no arquipélago das Canárias entre Novembro e Março.

A Ryanair, que além das bases de Las Palmas, Tenerife Sul e Lanzarote, também confirmou o encerramento da base de Girona, apela aos sindicatos dos tripulantes de cabina USO e Sitcpla e ao sindicato dos pilotos Sepla que desconvoquem as greves “sem sentido”.

As paralisações previstas para Setembro estão “condenadas ao fracasso”, diz a Ryanair, porque considera “irreversível” o encerramento das bases até estarem resolvidos os atrasos na entrega dos aviões 737 Max.

A low cost acrescenta que “convocar estas greves a apenas oito semanas do Brexit é um acto de irresponsabilidade dos sindicatos”.

Os tripulantes de cabina da companhia convocaram uma greve para os dias 1, 2, 6, 8, 13, 15, 20, 22, 27 e 29 de Setembro, enquanto os pilotos apresentaram um pré-aviso de greve para os dias 19, 20, 22, 27 e 29 de Setembro.

Ver também:

Ryanair inicia processo para despedir 512 funcionários em Espanha

 

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