TAAG deixa de ter restrições na União Europeia

17-04-2019 (14h17)

A companhia de aviação angolana TAAG, que lidera o transporte aéreo de passageiros entre Portugal e Angola, com voos de Luanda para Lisboa e para o Porto, foi retirada da “lista negra” da aviação da União Europeia, deixando assim de estar sujeita a restrições no espaço aéreo europeu, o que já não sucedia desde 2007.

Ao actualizar a sua “lista negra” de companhias aéreas impedidas de sobrevoar território comunitário por motivos de segurança, a Comissão Europeia indica que “há notícias positivas para Angola, uma vez que a sua companhia nacional TAAG Angola Airlines, assim como a Heli Malongo, que operavam com restrições desde Novembro de 2008, foram retiradas da lista”.

A decisão foi tomada com base na opinião unânime emitida pelos peritos de segurança dos Estados-membros que se reuniram entre 2 e 4 de Abril em sede do Comité de Segurança Aérea, presidido pela Comissão Europeia com o apoio da Agência Europeia para a Segurança da Aviação (AESA), especifica o executivo comunitário.

A TAAG foi incluída na “lista negra” da UE em Julho de 2007, tendo em finais de 2008 voltado a ser autorizada a voar para a Europa, mas com restrições operacionais, podendo apenas voar, numa primeira fase, para Portugal, e apenas com três aviões da sua frota “validados” por Bruxelas, tendo as restrições mudado ligeiramente ao longo de sucessivas actualizações da lista.

Até à actualização de ontem, a TAAG continuava com restrições relativamente à frota, pois só podia voar no espaço aéreo europeu com Boeing B737-700, Boeing B777-200 e Boeing B777-300.

A lista de segurança aérea da UE, conhecida como “lista negra”, proíbe agora um total de 120 companhias de voarem para a União Europeia, 114 das quais por falta de fiscalização das autoridades nacionais da aviação, e as restantes seis por preocupações relativas às próprias companhias, entre as quais a venezuelana Avior Airlines.

Entre as companhias certificadas por 16 países que continuam interditadas estão as transportadoras angolanas, à excepção da TAAG e da Heli Malongo, bem como as de São Tomé e Príncipe, tendo sido incluídas agora todas as companhias da Moldova, com excepção da Air Moldova, da Fly One e da Aerotranscargo.

(PressTUR com Agência Lusa)

 

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