Trabalhadores da Grounforce realizam concentração para exigir estacionamento

16-08-2019 (11h24)

Os trabalhadores da Groundforce, reunidos na quinta-feira em plenário, aprovaram a realização de uma concentração no Ministério das Infraestruturas, com data a definir, para entrega de um abaixo-assinado a exigir estacionamento nas zonas limítrofes aos aeroportos e devolução das multas.

Segundo explicou à Lusa fonte da Comissão de Trabalhadores, as outras organizações representativas dos trabalhadores dos aeroportos serão agora convidadas a juntarem-se à concentração e só depois será definida uma data para realização do protesto, que deverá acontecer ainda em Agosto ou Setembro.

Os trabalhadores vão exigir “a suspensão da obrigatoriedade de pagamento de estacionamento nas zonas limítrofes aos aeroportos até que seja atribuído lugar de estacionamento aos trabalhadores aeroportuários”, lê-se na moção aprovada ontem.

Além disso, querem a devolução do pagamento das multas de estacionamento já recebidas pelos trabalhadores, a maioria dos quais precários e que, nalguns casos, ultrapassam já 2.700 euros, segundo fonte da Comissão de Trabalhadores.

Os trabalhadores contestam ainda a “descapitalização da empresa nos últimos anos” e exigem aos accionistas “a devolução das reservas entregues entre 2016 e 2018 através da cativação dos lucros obtidos nos anos 2019 e 2020”.

Pretendem ainda denunciar à Procuradoria-Geral da República o pagamento de 2,2 milhões de euros “em serviços de consultadoria não documentados” à GEPASA, empresa do grupo Urbanos.

Entre as reivindicações está ainda a contratação de pessoal e investimento em equipamento “proporcionais ao crescimento de movimentos e passageiros verificados nos últimos cinco anos”.

Os trabalhadores pretendem ainda que o presidente da Comissão Executiva, Paulo Neto Leite, entregue à Comissão de Trabalhadores o Relatório Único de 2017 e de 2018 e a cópia do Contrato de Prestação de Serviços à TAP.

(PressTUR com Agência Lusa)

 

Clique para ver mais: Aviação

Clique para ver mais: Portugal

Share
Tweet
+1
Share
Comentários
Escrever comentário

Outras Notícias

Antonoaldo Neves garante que TAP tem “fundações bem sólidas”

21-02-2020 (17h53)

Os resultados da TAP no segundo semestre “não foram suficientes para compensar” as quebras do primeiro, admitiu Antonoaldo Neves, CEO da transportadora, que acrescentou estar convicto, no entanto, que “as fundações estão bem sólidas para a gente continuar nessa trajectória de transformação da empresa e melhoria da sustentabilidade”.

Grupo TAP baixa prejuízos em 12,4 milhões para 105,6 milhões de euros em 2019

21-02-2020 (17h51)

O Grupo TAP registou prejuízos de 105,6 milhões de euros em 2019, uma melhoria de 12,4 milhões de euros face às perdas de 118 milhões registadas em 2018.

TAP fecha o ano com prejuízos de 95,6 milhões

21-02-2020 (17h51)

A companhia portuguesa de aviação TAP perdeu mais 95,6 milhões de euros no ano passado, com um agravamento de 37,6 milhões face a 2018, segundo os resultados da empresa comunicados à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

“Não há possibilidade de a TAP ir para o Montijo”, Antonoaldo Neves

21-02-2020 (17h07)

O CEO da TAP, Antonoaldo Neves, voltou a garantir que “não há possibilidade” da companhia aérea ir para o Montijo, apesar de considerar “importantíssimo” a sua construção.

Comissão Executiva da TAP “não comenta política de remuneração da empresa”, Antonoaldo Neves

21-02-2020 (16h59)

O CEO da TAP, Antonoaldo Neves, declarou que “não comenta política de remuneração da empresa” que foi trazida para a ‘praça pública’ pelo accionista David Neeleman que o escolheu para liderar a gestão executiva da companhia.

Noticias mais lidas