Mudança nos mercados de origem pode explicar quebra da estada média nos hotéis Vila Galé

20-01-2020 (19h38)

Foto: Vila Galé
Foto: Vila Galé

A quebra da estada média nos hotéis Vila Galé em Portugal pode estar associada às mudanças nos mercados de origem, numa altura em que cresce o número de hóspedes de países longínquos, que tendem a ficar menos noites, e baixam alguns dos principais emissores europeus.

O grupo teve uma quebra de 5% da estada média nos seus hotéis em Portugal em 2019, para 2,9 noites, avançou o administrador do grupo Vila Galé, Gonçalo Rebelo de Almeida, na apresentação de resultados do grupo, esta segunda-feira em Lisboa.

Os dados mais recentes do INE indicam que a estada média na hotelaria portuguesa caiu 3% de Janeiro a Novembro de 2019, para 2,61 noites, com uma quebra de 1,2% dos residentes em Portugal e de 3,6% dos residentes no estrangeiro. 

Gonçalo Rebelo de Almeida considera que a tendência de quebra da estada média nos hotéis Vila Galé deve-se em parte ao “fenómeno das escapadinhas”, mas também à combinação de “estadias nos nossos hotéis com estadias noutros”, algo que acontece com os mercados da Ásia, dos Estados Unidos e do Canadá, explicou o administrador.

Os visitantes de países longínquos tendem a visitar mais destinos numa só viagem, ficando menos tempo em cada um deles, enquanto os turistas de países como o Reino Unido ou a Alemanha, quando viajam dentro da Europa, tendem a ficar mais tempo apenas num destino.

Desta forma, as quebras do número de turistas da Alemanha, do Reino Unido e da Holanda nos hotéis Vila Galé em Portugal, compensadas pela subida do número de hóspedes dos EUA, Canadá e China podem estar na origem da diminuição da estada média.

“A substituição de uns mercados por outros pode ter este efeito”, afirmou Gonçalo Rebelo de Almeida.

Acresce que o mercado português, que também “cresceu um pouco” nos hotéis Vila Galé em 2019, mantendo-se como a principal origem dos seus clientes, tradicionalmente contribui para baixar a estada média, dado que é um mercado que procura sobretudo escapadinhas.

Contudo, a diversificação de mercados é positiva, na medida em que Portugal passa “a depender menos da Europa”, enfatizou o administrador da Vila Galé, que atribui o crescimento do número de turistas dos EUA e do Canadá às novas rotas da TAP e a subida dos mercados da Ásia às companhias Qatar Airways, Emirates e Turkish Airlines.

“Estamos a abrir novos mercados, não estamos só dependentes de dois, três ou quatro mercados como temos estado até à data”, algo que “vai permitir uma sustentabilidade maior no crescimento do turismo”, concluiu Gonçalo Rebelo de Almeida.

Ver também:

Inverter quebra da estada média é uma missão do sector — Governo e hoteleiros

Vila Galé fechou 2019 com mais três milhões de euros de receitas em Portugal

China supera Bélgica entre os principais mercados para o grupo Vila Galé

Receitas da Vila Galé no Brasil sobem 18% em 2019 

 

Clique para ver mais: Vila Galé

Clique para ver mais: Hotelaria

Share
Tweet
+1
Share
Comentários
Escrever comentário

Outras Notícias

Grupo sul africano Newmark compra um terço do capital da portuguesa Unlock Boutique Hotels

17-02-2020 (17h46)

O Grupo Newmark Hotels, da África do Sul, comprou um terço do capital da Unlock Boutique Hotels, um negócio que, segundo afirma a Unlock, lhe vai permitir administrar novos hotéis “que a Newmark pretende adquirir directamente ou através de um novo fundo que está a ser lançado”.

NAU reabre três hotéis no Algarve este mês

17-02-2020 (17h04)

A NAU Hotels & Resorts já reabriu o Salgados Palace, em Albufeira, e o Morgado Golf & Country Club, em Portimão, após "intervenções de manutenção", tendo previsto reabrir na sexta-feira o São Rafael Suites, em Albufeira.

Hotéis Oásis Atlântico Salinas Sea e Praiamar contratam novos chefs

17-02-2020 (16h44)

Ismael González é o novo chef do Oásis Atlântico Salinas Sea, na Ilha do Sal, e Márcio Rodrigues é o novo chef executivo do Oásis Atlântico Praiamar, na Ilha de Santiago, anunciou o grupo hoteleiro português.

Hotel 4-estrelas na Praia da Vagueira em Vagos aguarda parecer da APA

17-02-2020 (15h51)

Um pedido de licenciamento para construção de um hotel junto à primeira linha de praia na Vagueira foi apresentado na Câmara de Vagos, aguardando parecer da Agência Portuguesa do Ambiente, confirmou o presidente deste município.

Forte da Ínsua em Caminha reabre em 2022 como centro turístico com alojamento de 4-estrelas

17-02-2020 (15h43)

O Forte da Ínsua, em Caminha, "abandonado há décadas", vai reabrir no início de 2022 transformado em centro de actividades turísticas com alojamento, "num conceito de quatro estrelas", revelou o presidente da câmara à Lusa.

Noticias mais lidas