RevPAR dos hotéis de Lisboa caiu forte em Julho, mas ainda foi a 2ª melhor de sempre do mês

05-09-2019 (15h49)

Os melhores hotéis da cidade de Lisboa tiveram este Julho quedas da receita média de quartos por quarto disponível (RevPAR) entre 7,5% e 8,2%, de acordo com dados do Observatório da Associação de Turismo de Lisboa, que mostram que, porém, ainda atingiram valores que são os segundos melhores de sempre para um mês de Julho desde pelo menos 2007.

Os dados do Observatório indicam quedas da RevPAR de 7,5% ou 11,09 euros nos 5-estrelas, de 8,2% ou 7,43 euros nos 4-estrelas e de 7,7% ou 6,31 euros nos 3-estrelas.

No entanto, com 136 euros de receita de quartos por quarto disponível em Julho deste ano, os 5-estrelas só ficaram aquém dos 147,09 euros de Julho de 2018 e mantiveram-se bem acima dos 124,78 euros de 2017 e ainda mais dos 108,82 euros de 2016.

Situação similar verificou-se com os 4-estrelas, cuja RevPAR de 82,92 euros este Julho é apenas inferior aos 90,35 de Julho de 2018, mas fica bem acima dos 77,02 euros de Julho de 2017 e mais ainda dos 65,22 de 2016, e com os 3-estrelas, cuja RevPAR de 75,25 euros este Julho é apenas inferior aos 81,56 de Julho de 2018, mas é bastante superior aos 65,54 euros de 2017 e mais ainda que os 57,29 de 2016.

O que está subjacente é que Julho de 2018 foi o melhor Julho de sempre, com recordes de RevPAR e de preço, que suplantaram o impacto de quedas da taxa de ocupação.

E foi isso que não aconteceu este ano, em que se repetiram quedas de ocupação nos 4-estrelas, que é a categoria com mais de metade dos quartos da cidade de Lisboa, mas desta feita ainda com quedas mais fortes nos preços, de 8,3% ou 7,58 euros nos 3-estrelas, para 83,82 euros, de 5,4% ou 5,45 euros nos 4-estrelas, para 96,3 euros, e de 8,6% ou 16,81 euros nos 5-estrelas, para 178,18 euros.

O que este quadro indicia é que o mercado hoteleiro de Lisboa já terá atingido o ‘tecto’ de preços sem sacrificar demais a ocupação e os hoteleiros já terão começado a ceder nos preços para evitarem quedas de ocupação mais fortes.

Ainda assim, os dados Observatório têm que ser analisados com várias interrogações, desde logo por que as variações são relativamente a um mês recorde, mas também por que não puseram em causa a tendência do ano, com os hotéis e de 4 e 5-estrelas a apresentarem os melhores preços médios dos primeiros sete meses desde pelo menos 2007.

Segundo o Observatório, os 5-estrelas estão com um preço médio nos primeiros sete meses deste ano de 178,1 euros, que é um recorde para este período e traduz um aumento de 1,2% ou 2,15 euros em relação aos primeiros sete meses de 2018, e os 4-estrelas estão com 97,51 euros, também recorde para o período e 4,5% ou 4,2 euros acima do período homólogo de 2018.

E não só a tendência prevalecente é ainda de subida dos preços dos quartos, apesar da queda em Julho, como é ainda suficiente para que nos primeiros sete meses do ano tanto os 5 como os 4-estrelas apresentem RevPAR recorde, de 125,23 e de 78,01 euros, respectivamente, os 5-estrelas 2,5% ou 3,05 euros acima dos primeiros sete meses e 2018 e os 4-estrelas com aumento em 1,1% ou 0,84 euros.

 

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