Turistas brasileiros ultrapassam pela primeira vez o milhão de dormidas na hotelaria portuguesa num 1º semestre

13-08-2018 (15h53)

A hotelaria portuguesa somou pela primeira vez num primeiro semestre mais de um milhão de dormidas de turistas residentes no Brasil, que atingiram o total de 1,062 milhões de pernoitas tornando-se, assim, o 5º principal emissor na primeira metade do ano.

Os dados publicados hoje pelo INE indicam que os estabelecimentos de alojamento turístico portugueses tiveram, no primeiro semestre, um crescimento médio das dormidas de turistas residentes no Brasil em 11,7%, significando um aumento de 111,5 mil em relação ao período homólogo de 2017.

Ainda assim, o mercado emissor internacional que mais contribuiu para atenuar as quebras dos principais emissores europeus foi o Estados Unidos, cujos residentes fizeram mais 125 mil dormidas na hotelaria portuguesa que no primeiro semestre de 2017 (+18,7%, para 795 mil).

Seguiu-se então o aumento de 11,5 mil dormidas de turistas residentes no Brasil e, depois, o aumento das dormidas de residentes no Canadá, que nos primeiros seis meses deste ano fizeram mais 35,5 mil pernoitas na hotelaria portuguesa que há um ano (+12%, para 332,5 mil).

Igualmente a contrariar a tendência dominante de decréscimo das pernoitas de turistas estrangeiros no primeiro semestre deste ano estiveram os mercados espanhol, francês, irlandês, italiano, belga, sueco e o conjunto dos ‘outros’, de onde a hotelaria portuguesa teve mais dormidas no semestre, ainda que com quebras em Junho.

Depois do Canadá, os maiores aumentos foram das dormidas de residentes na Suécia, com mais 20,7 mil (+6,6%, para 333,2 mil), em França, com mais 18,2 mil (+1%, para 1,83 milhões), Itália, com mais 10,1 mil (+1,9%, para 543,6 mil), Espanha, com mais 6,2 mil (+0,4%, para 1,537 milhões), Irlanda, com mais 5,3 mil (+0,8%, para 655 mil), e Bélgica, com mais 1,7 mil (+0,4%, para 386,2 mil), a que se somaram mais 116,3 mil de ‘outros’ emissores (+4,8%, para 2,54 milhões).

 

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Verão começa ‘muito nublado’ para a hotelaria portuguesa, com quebras da maioria dos principais emissores

 

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