Conrad Algarve aposta em evidenciar potencial do Algarve no segmento de luxo

25-02-2015 (05h04)

Joachim Hartl, director-geral

O Conrad Algarve, World's Leading Luxury Leisure Resort dos World Travel Awards, está a iniciar o seu terceiro ano de operação com “expectativas altas”, depois de ter um 2014 “excelente”, avançou ao PressTUR o seu director-geral, Joachim Hartl, que evidenciou a confiança que tem no potencial do segmento de luxo no Algarve.




“Em termos do posicionamento das tarifas, bem como da ocupação, estamos bem acima daquilo que esperávamos”, declarou Joachim Hartl ao classificar 2014 como “um ano excelente” para o hotel que dirige na Quinta do Lago, no Algarve.
Para este ano “as expectativas são altas”, defende Joachim Hartl, confiante de que “há um grande potencial no segmento de luxo no Algarve”, especialmente no que considera ser o DNA da unidade hoteleira que comanda, que é no “conceito de luxo contemporâneo e de experiências inesperadas”.
Mas “é preciso promover o destino” e o problema é que o Algarve é conhecido praticamente só pelas praias e pelo golfe, havendo “tantos outros aspectos” a realçar junto dos mercados emissores.
Austríaco e a viver no Algarve há quatro anos, Joachim Hartl considera “fantástico como às vezes nem os portugueses sabem o que é que o Algarve tem para oferecer” e assume como “missão” da sua equipa promover o destino.
Com esse objectivo, o executivo diz que quando viajam para reunir “com agências e parceiros em diferentes países, em novos países, a primeira coisa que nós promovemos é o destino”.
Considera que é preciso entenderem “o que é o Algarve, o que tem para oferecer”, defende, dizendo que promove “experiências autênticas como apanhar amêijoas na Ria Formosa, fazer o trilho da cortiça, experiências gastronómicas com o peixe e o marisco a chegar fresco do mar, visitar os produtores de vinho”.
Um dos canais que utiliza para essa promoção é o programa de fidelização Hilton HHonors, através do qual promove diversas ofertas especiais.
Outro destaque no Conrad Algarve, que se assume uma unidade de uma “marca contemporânea”, segundo o seu director-geral, são as experiências relacionadas com a arte.
“Podemos promover acções de uma forma um pouco diferente e isso é um pouco a nossa imagem de marca. Tentamos oferecer o inesperado”, explicou Joachim Hartl.
Como exemplo, o director-geral do hotel contou que recebeu na Páscoa do ano passado cerca de duas dezenas de artistas de graffiti portugueses. “O hotel estava cheio e as pessoas fizeram parte daquilo. Os artistas fizeram uma grande instalação artística no lobby que levou três dias a criar e os nossos hóspedes adoraram”.
A sua estratégia para este ano passa também por crescer nos mercados de que já tem procura e diversificar além dos tradicionais do Algarve, como Reino Unido, Irlanda, Alemanha e Portugal.
Joachim Hartl explica  que a estratégia de diversificar mercados é “para ser menos dependente de qualquer tipo de economia única”, como, também, porque o Algarve “ainda é um destino sazonal” e é preciso “torná-lo num destino para visitar todo o ano”.
Actualmente, os principais emissores para o Conrad Algarve são o Reino Unido, Portugal, com cerca de 20% de quota, e os Estados Unidos, seguindo-se Alemanha e Holanda.
Dos seus hóspedes, 85% viaja em lazer, sendo os restantes “grupos de viajantes de negócios”, embora o executivo considere que a sua unidade e o destino Algarve têm potencial para ter “muito mais em diferentes segmentos”.
Relativamente a tarifas médias e receitas, Joachim Hartl começa por fazer uma avaliação da situação na hotelaria portuguesa, dizendo que “a recessão económica em Portugal foi muito evidente” e que “basicamente, houve muita pressão sobre os hoteleiros para baixarem tarifas”.
Contudo, no caso do Conrad Algarve, o hotel foi posicionado “desde o início com o nível certo de tarifa”, frisou, sem especificar valores. “Somos um hotel de 5-estrelas de luxo e temos que ser capazes de oferecer esse serviço de 5-estrelas”.
A questão é que “se queremos realmente fornecer serviço de 5-estrelas e só conseguimos cobrar tarifas de 3-estrelas não funciona, não vai dar qualquer lucro”, sublinhou.
É necessário “ser muito claro”, “muito específico em termos de posicionamento” e saber “que tipo de negócio se quer aceitar e se pode aceitar, para poder seguir uma estratégia”, frisou.
No Conrad Algarve a “estratégia funciona”, defende, dizendo que “o segmento de luxo está definitivamente a crescer. Portugal, no final de contas, não está a competir com o mercado nacional, está a concorrer no mercado internacional”, concluiu.


Marcas da Hilton conseguiram em 2014 aumentos de RevPAR entre 6% e 12,7%

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