Espanha e Reino Unido reforçam atracção de gastos turísticos dos portugueses

22-08-2019 (14h31)

Espanha e Reino Unido foram os dois destinos que no primeiro semestre mais aumentaram as respectivas participações nos gastos turísticos dos portugueses, atingindo respectivamente 30,1% e 10,1%.

Dados do Banco de Portugal recolhidos pelo PressTUR mostraram que os residentes em Portugal despenderam 753,76 milhões de euros em Espanha no primeiro semestre, mais 91,86 milhões (+13,9%) que no período homólogo do ano passado, tendo assim um reforço da sua ‘fatia’ dos gastos dos portugueses de 0,9 pontos.

No Reino Unido, apesar das instabilidade política pelas incertezas quanto ao Brexit e a desvalorização da libra, que torna o destino ‘mais barato’ para os turistas da zona euro, como os portugueses, o aumento de gastos de residentes em Portugal foi de 16,3% ou 35,33 milhões, atingindo o montante de 251,56 milhões, que levou a um alargamento da sua ‘fatia’ dos gastos dos portugueses em 0,5 pontos.

Os dados do banco central português recolhidos pelo PressTUR indicam que também França, Bélgica, Itália, Holanda e Angola tiveram aumentos das respectivas parcelas de gastos dos portugueses em turismo no estrangeiro.

França teve mais 0,1 pontos, com um aumento de 36,02 milhões de euros (+10,9%, para 367,24 milhões), a Bélgica teve +0,3 pontos com aumento dos gastos de 17,31 milhões (+16,6%, para 121,43 milhões), Itália teve +0,1 pontos, com aumento dos gastos em 13,12 milhões (+14,5%, para 103,89 milhões), Holanda teve +0,2 pontos com aumento dos gastos em 9,71 milhões (+17,4%, para 65,57 milhões), e Angola teve uma subida de 0,1 pontos com aumento dos gastos em 3,29 milhões (+24,6%, para 16,66 milhões).

Os destinos que tiveram maiores decréscimos das respectivas participações nos gastos turísticos dos portugueses foram os Estados Unidos e o Brasil que, curiosamente, estão entre os que os respectivos residentes são os que mais aumentam os seus gastos em Portugal.

Os Estados Unidos tiveram uma quebra de 0,8 pontos na sua quota de gastos turísticos dos portugueses, ao registarem uma quebra em 8,8% ou 9,33 milhões de euros, para 97,11 milhões, enquanto o Brasil teve uma descida da quota em 0,3 pontos, por um decréscimo do total de gastos em 6% ou 2,65 milhões de euros, para 41,83 milhões.

Estados Unidos e Brasil foram os únicos destinos com decréscimos de gastos turísticos dos portugueses, mas também tiveram menores quotas a Alemanha (-0,2 pontos), Luxemburgo (-0,2 pontos), Suíça (-0,1 pontos) e Irlanda (-0,1 pontos).

Em todos estes destinos os gastos aumentaram, mas menos que a média.

Na Alemanha aumentaram 7,3% ou 10,84 milhões de euros, para 158,44 milhões, no Luxemburgo aumentaram 1% ou 0,5 milhões, para 48,78 milhões, na Suíça aumentaram 5,7% ou dois milhões, para 37,22 milhões, e na Irlanda aumentaram 1,1% ou 0,32 milhões, para 30,22 milhões.

Os dados do Banco de Portugal evidenciaram uma concentração dos gastos turísticos dos portugueses em destinos europeus, que tiveram pela primeira vez mais de dois mil milhões de euros (2,07 mil milhões) numa primeira metade de um ano, com um aumento em 11,8% ou 218,5 milhões, nomeadamente pelo aumento em 12,3% ou 219,13 milhões em países da União Europeia, onde os gastos ficaram à beira dos dois mil milhões, com 1.998,19 milhões.

Além da Europa, aumentaram os gastos em África, em 16,8% ou 15,97 milhões, para 110,77 milhões, com aumento em 12,4% ou 5,58 milhões, nos PALOP, que somaram 50,45 milhões, e na Ásia, onde subiram 10,8% ou 8,32 milhões, para 85,22 milhões.

A única queda foi, pois, no continente americano, em 2,8% ou 6,49 milhões, para 222,43 milhões, especialmente pelas quedas nos Estados Unidos e no Brasil.

 

Clique para ler:

Gasto dos portugueses em turismo no estrangeiro atinge recorde de 2,5 mil milhões de euros no primeiro semestre

Aviação estrangeira ganha mercado em Portugal no primeiro semestre

 

Clique para mais notícias: Balança portuguesa das Viagens e Turismo

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