Francisco Calheiros prevê “retracção no consumo interno” com aumento dos impostos indirectos previsto no OE 2017

17-11-2016 (17h49)

O Orçamento de Estado para 2017 "promove um grande aumento dos impostos indirectos", sublinhou Francisco Calheiros, presidente da CTP, no Congresso da AHP, a decorrer nos Açores, alertando que este aumento pode "implicar uma retracção no consumo interno e obviamente aumentar os custos de contexto".

“A aposta exclusiva no consumo interno não é suficiente se não existirem exportações e investimento”, começou por dizer Francisco Calheiros, frisando que, por isso, “ninguém pode relegar para segundo plano o papel crucial que o Turismo tem, para a afirmação e sustentação destes dois vectores”.

Assim, “atrair investimento é essencial, fomentar as exportações é crucial, não só para a estabilização das contas do país, como para o controle do défice externo”, até porque “Portugal debate-se com a desaceleração da sua economia tirando este último trimestre”.

A esta situação, prosseguiu o presidente da Confederação do Turismo Português (CTP), acresce um “cenário geopolítico complexo, seja pelo Brexit, seja pela continuada crise institucional europeia, seja pela instável situação político-económica da Itália e da Grécia, seja pela incerteza em torno do posicionamento dos Estados Unidos da América do ponto de vista das suas relações comerciais externas, e aqui penso que o TTIP vê incontornavelmente os seus dias contados, seja, também, pela tão falada probabilidade de uma crise financeira na China”.

Perante este contexto externo, Francisco Calheiros sublinha que o Orçamento de Estado para 2017 “terá de assentar muito mais em critérios de racionalidade”, uma vez que actualmente “empola em demasia a previsão de receitas, sendo que as mesmas assentam sobretudo no aumento dos impostos indiretos, os quais têm alguma elasticidade, mas não infinita”.

Além disso, o Orçamento “promove um grande aumento dos impostos indirectos, com os quais não estando em total desacordo podem implicar uma retracção no consumo interno e obviamente aumentar os custos de contexto”, enfatizou Francisco Calheiros.

Por outro lado, o presidente da CTP sublinha que o Orçamento “não só não aumenta as verbas da promoção como, pelo terceiro ano consecutivo, é dos fundos do Turismo de Portugal que se financia toda a estrutura da AICEP”.

Francisco Calheiros acrescenta que “para além das positivas medidas constantes do Programa Capitalizar, que de 131 apenas 64 foram aprovadas, muito embora se desconheça para quando vão ser implementadas, não se vislumbram no OE 2017 medidas viradas para o investimento” e, por fim, “faltam indicadores que deixem antever uma verdadeira Reforma do Estado”.

“Pelo lado positivo, ressalvo a capacidade que o Governo teve em ouvir o Turismo, quanto ao Adicional do IMI, isentando as empresas da actividade turística”, acrescentou o prsidente da CTP.

 

O PressTUR participa no 28º Congresso Nacional da AHP a decorrer nos Açores a convite da Associação

 

Ver também:

Hotéis têm que passar a ser “mais donos do seu negócio” – AHP

AHP reclama falta de fiscalização da ASAE

Reinvenção do turismo requer “sinergia com outros sectores” – Marcelo Rebelo de Sousa


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