O Grupo TAP passou de um lucro de 21,2 milhões de euros em 2017 para um prejuízo de 118 milhões de euros em 2018, um ano de transformação necessária para preparar o futuro, segundo descreveram hoje Miguel Frasquilho, Antonoaldo Neves e David Neeleman.
O Grupo apresentou os resultados hoje em Lisboa sem indicar os resultados da TAP SA, que é a empresa responsável pelo transporte aéreo de passageiros e carga, e manutenção de aviões, que são determinantes para os resultados do grupo.
O lucro de 21,2 milhões em 2017, por exemplo, foi alcançado
porque a TAP SA teve um lucro de 100,4 milhões de euros.
Os 118 milhões de euros de prejuízo apresentados hoje,
segundo o CEO da TAP, Antonoaldo Neves, demonstram “um perfil de uma empresa em
transformação, de uma empresa que está em processo de reestruturação”.
Para Miguel Frasquilho, presidente do Conselho de
Administração da TAP, “apesar de ter sido um ano difícil e desafiante, foi um
ano em que a TAP não comprometeu o seu futuro. Pelo contrário, preparámos o
futuro”.
A companhia aérea, continuou Miguel Frasquilho, “optou por
não sacfrificar a execução do seu plano estratégico, o plano de transformação
que está em curso desde 2016. Escolheu manter o conjunto de investimentos
previstos que ajudarão a que, em termos de resultados, 2018 não se repita”.
Já David Neeleman, accionista da TAP através do consórcio
Atlantic Gateway, caracterizou 2018 como “um ano necessário”.
Os resultados, apresentados por Raffael Quintas, Chief Financial
Officer (CFO), indicam que dos 118 milhões de euros de prejuízo, 95 milhões
foram custos extraordinários e não recorrentes.
Desses custos, Raffael Quintas destacou 75 milhões de euros em
investimentos para reestruturação da empresa (27 milhões em pré-reformas e
reestruturação de pessoal, 20 milhões em passivos laborais de 2015 a 2017 e 28
milhões com rescisões na M&E Brasil) e 41 milhões de euros em gastos
extraordinários com irregularidades (22 milhões em indemnizações
extraordinárias a passageiros e 19 milhões em fretamentos extraordinários de
aviões).
Dos resultados sobressaiu também o impacto do aumento de 32%
do preço médio do jet fuel, que Raffael Quintas avaliou em 169 milhões de
euros. A factura do combustível da TAP atingiu 798,6 milhões de euros no ano
passado, mais 38% que em 2017.
As receitas totais da TAP, porém, subiram 9,1% ou 273
milhões de euros, para 3.251 milhões, enquanto o número de passageiros
transportados alcançou os 15,8 milhões, mais 1,5 milhões que em 2017.
As receitas de passagens aéreas, por sua vez, tiveram um aumento
de 8,2% face a 2017, apesar de um abrandamento no segundo semestre.
As receitas de passagens subiram 22,3% no primeiro
trimestre, para 580 milhões de euros, e 12% no segundo trimestre, para 699
milhões. No terceiro trimestre o crescimento das receitas de passagens foi de
5,1%, para 877 milhões, e no quarto trimestre caíram 1,6%, para 627 milhões.
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