Portugal é “Destino Turístico Acessível” eleito pela Organização Mundial do Turismo

10-09-2019 (20h36)

Foto: www.visitlisboa.com
Foto: www.visitlisboa.com

Portugal é o primeiro país a receber o prémio “Destino Turístico Acessível” da Organização Mundial do Turismo (OMT), informou o Ministério da Economia, que referiu que a distinção foi entregue durante a 23ª Assembleia Geral da agência das Nações Unidas a decorrer em São Petersburgo, Rússia.

O comunicado realça que “Portugal é o único país a receber esta distinção, que é atribuída pela primeira vez este ano pela OMT em parceria com a Fundação ONCE, e que reconhece o esforço de Portugal na promoção da acessibilidade no Turismo”.

O Ministério realça ainda que só na Europa existem 90 milhões de turistas com necessidades específicas de mobilidade, “pelo que esta distinção é muito importante para posicionar Portugal como líder na acessibilidade”.

O comunicado salienta também que “a afirmação de Portugal como país acessível tem sido uma das grandes prioridades deste Governo”, referindo que em 2016 foi lançado o programa All for All, “com o objectivo de capacitar a oferta turística nacional, criar roteiros acessíveis em todo o país, divulgar a oferta acessível de Norte a Sul e promover Portugal como destino inclusivo para todos”.

“Neste contexto foram criados roteiros acessíveis que estão disponíveis no Visit Portugal, desenvolvidos guias de boas práticas e foi lançada uma linha de financiamento específica para apoiar projectos de acessibilidade no Turismo, no âmbito do Programa Valorizar”, diz ainda a informação.

O Ministério da Economia, especifica também que já “foram apoiados 116 projectos, que representam um investimento de 20 milhões de euros, e que receberam um apoio de 14 milhões de euros”, entre os quais cita a criação de acessibilidade no Convento de Cristo, no Castelo de São Jorge, no Palácio Nacional de Mafra ou nas Caves Calém (Vila Nova de Gaia).

“Foi também lançado o portal e a app “Tur4All”, que permite conhecer a oferta hoteleira, de restauração e cultura para pessoas com necessidades específicas de mobilidade em Portugal e Espanha”, prossegue a informação, que refere ainda que “nas Escolas de Turismo, passou a ser incluído nos currículos dos alunos um módulo dedicado ao turismo acessível, com um total de 1.059 alunos formados nesta temática”.

“Além do programa “Praia Acessível”, foi este ano lançado o programa “Festivais + Acessíveis”, que visa distinguir os eventos que apresentem condições de acessibilidade para pessoas com necessidades específicas, como grávidas, seniores, pessoas em cadeira de rodas, invisuais, entre outras”, acrescenta o comunicado, que publica também uma declaração da secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho sobre o significado do prémio.

“Esta distinção é recebida com enorme satisfação e é um grande impulso para que Portugal se torne o destino mais inclusivo do mundo. Esta é uma questão de cidadania e este é também um segmento muito importante no Turismo mundial. Ainda há muito a fazer. Quem perde esta carruagem perde o comboio”, diz a declaração.

“Este é o reconhecimento de um trabalho sólido e estruturado que Portugal tem estado a realizar em matéria de promoção de mais e melhor acessibilidades para todos”, diz outra declaração atribuída à secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes, que destaca que a linha de financiamento ao Turismo Acessível, o “Programa Mais Acesso, “irá apoiar projectos de promoção das acessibilidades em cerca de 50 municípios num valor global de 15 milhões de euros”.

Adicionalmente, acrescentou, a linha irá apoiar a realização de levantamentos globais das condições de acessibilidade do edificado público, permitindo que o Estado elabore planos plurianuais de melhoria da acessibilidade ao respectivo património.

“Este Governo tem dado passos seguros no sentido de transformar Portugal num verdadeiro país inclusivo. É um caminho sem retorno, pois a isso nos obrigam todos aqueles para quem trabalhamos, sejam eles pessoas com deficiência ou condicionadas na sua mobilidade”, acrescenta a declaração de Ana Sofia Antunes.

 

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