Preocupação com congestionamento aéreo de Lisboa domina abertura da Cimeira da CTP
O presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP), Francisco Calheiros, insistiu hoje na necessidade de ser superado o problema da sobrelotação do Aeroporto de Lisboa, questionando o Governo sobre o que está à espera para avançar com a solução do Montijo.
“Sim sr. primeiro-ministro, temos que voltar ao tema do aeroporto. Neste momento o Aeroporto de Lisboa não serve a procura. De que esperamos para avançar com a solução do Montijo?”, perguntou Francisco Calheiros na abertura da IV Cimeira do Turismo Português, que se realiza hoje, Dia Mundial do Turismo, em Lisboa
“Já estamos a perder um milhão de turistas por ano, quantos mais teremos que perder? Será que é hoje que vai anunciar a boa nova?", continuou Francisco Calheiros perante uma plateia de mais de 400 pessoas.
O presidente da CTP realçou na mesma ocasião que não é difícil chegar ao estatuto de melhor destino do mundo e que “o difícil é permanecer como o melhor destino do mundo” e, para isso, é necessário Lisboa ter um aeroporto com capacidade para receber.
“A economia nacional, neste momento, não é sustentável sem o turismo. [Sr. primeiro-ministro] peço que nos crie condições para dar continuidade ao trabalho que temos feito”, disse o responsável, lembrando que, em 2017, foram atingidas "todas as metas de capacidade no Aeroporto de Lisboa ao chegar aos 26 milhões de passageiros e mais de 185 mil movimentos".
Francisco Calheiros deixou ainda uma mensagem às "vozes críticas do aumento do turismo", nomeadamente em Lisboa e Porto, das quais disse estar “um pouco cansado”, “sobretudo porque essas críticas nunca surgem associadas a soluções que não sejam proibir ou limitar a circulação de turistas em vários pontos das respectivas cidades”.
Para o presidente da CTP, sem descurar a qualidade de vida dos habitantes, será necessário proporcionar-lhes “uma convivência enriquecedora com cidadãos de outras geografias” e tal só será possível adoptando “modelos inteligentes e sustentáveis de gestão dos destinos”.
A cidade de Amesterdão, segundo Francisco Calheiros, é um “excelente exemplo de um planeamento eficaz neste domínio”.
“Ao invés de limitar e proibir, a cidade estudou o comportamento dos seus turistas e criou ferramentas tecnológicas que os direccionam para zonas de menos congestionamento, alterando fluxos turísticos, criando novas centralidades e atracções", explicou.
(PressTUR com Agência Lusa)
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