Secretária de Estado do Turismo quer “refrescar” a estratégia e repensar a governança

22-11-2019 (19h33)

Foto: Linkedin.com
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A secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, declarou ser necessário “refrescar” a estratégia para o turismo e repensar a governança, uma reflexão que diz ser necessária “de modo a garantir maior eficiência na máquina”.

Rita Marques, que falava na sessão de encerramento do 31º Congresso Nacional da Hotelaria e Turismo, organizado pela AHP em Viana do Castelo, afirmou que a estratégia definida para o turismo até 2027 tem vindo a afirmar-se “como um instrumento de sucesso”, designadamente porque foi construída “com uma lógica muito participativa”.

“Sem prejuízo disso”, prosseguiu, “é necessário refrescar o documento, até porque, como o sr. ministro [de Estado, da Economia e da Transição Digital Pedro Siza Vieira] dizia ontem, muitas das metas foram já atingidas ou estão prestes a ser atingidas”.

Aos jornalistas, Rita Marques reafirmou que a estratégia 2027 “tem sido vencedora” e garantiu: “não vamos alterar em nada as infraestruturas básicas dessa estratégia, não é o momento, não há necessidade, em boa verdade, pelas boas razões”

Contudo, “uma estratégia não pode ser cristalizada. Tem que estar continuamente em movimento. E portanto faz sentido refrescar, revisitar, e até poderemos concluir que está tudo bem e nada há oportuno para alterar, mas temos que fazer esse exercício, como de resto fazemos todos os anos”.

Ao “refrescar” a estratégia “é importante também, nessa sede, repensarmos a questão da governança”, sublinhou a secretária de Estado do Turismo.

“De facto, há muitos actores no sistema actualmente, temos o Turismo de Portugal, temos as Entidades Regionais de Turismo, temos as Agências Regionais de Promoção Turística e tudo isto são peças de uma engrenagem que se pretende potente, eficiente e acima de tudo eficaz”, sublinhou a governante.

A esse nível, continuou, “vamos ter que trabalhar, tentar perceber como é que podemos autonomizar estas várias peças para que amanhã tenhamos de facto um motor bem potente, ainda mais potente para agarrarmos este desafio do turismo amanhã”.

Rita Marques garantiu aos jornalistas que “não há mudanças” previstas. O que existe é “uma reflexão” para “perceber como é que podemos ser de facto melhor equipa”.

A ideia, salientou Rita Marques, é “pensar se a forma como estamos organizados é de facto a melhor. Se for não há alterações, se não for temos que pensar se há alguns caminhos que podemos prosseguir de modo a garantir maior eficiência na máquina”.

Rita Marques acaba por responder assim a um desafio deixado na semana passada pelo presidente da APAVT, Pedro Costa Ferreira (clique para ler: APAVT desafia nova secretária de Estado do Turismo para redesenhar estratégia para os próximos dez anos).

 

O PressTUR acompanha o Congresso a convite da AHP

 

Clique para ver mais: Portugal

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