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| Segundo relatos diversos |
Alguém gritou “vira, vira” na cabina do A320 da TAM antes do avião sair da pista de Congonhas |
Presstur 18-07-2007 (14h30)
A imprensa brasileira noticia, com base em fontes diferentes, que
alguém na cabina do Airbus A320 da TAM acidentado ontem em Congonhas
gritou “vira, vira” momentos antes do aparelho sair da país, sobrevoar
a avenida paralela à pista e em bater num edifício da TAM Express.
Esta descrição é feita por pilotos de outros aparelhos que estavam no
aeroporto no momento do acidente, bem como pelos controladores de voo,
que, citados pela “Folha de São Paulo”, asseguram que o piloto foi
alertado duas vezes, alguns minutos antes da aterragem, que a pista
estava “molhada e escorregadia”.
Este jornal publica também que o relato que chegou ao Presidente do
Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, é de que parecia uma aterragem
normal e que os controladores só se aperceberam do contrário quando
ouviram o grito de “vira, vira” vindo da cabina e viram que o avião
mantinha velocidade excessiva.
Especialistas em aviação ouvidos pelos jornais brasileiros têm indicado
a possibilidade de o piloto ter tentado levantar voo de novo e
comentaram que no entanto não teria velocidade suficiente.
Estes especialistas, porém, têm posto como primeira causa do acidente
as condições da pista, destacando que apesar de reaberta a 29 de Junho,
depois de obras de renovação, ainda não tem as ranhuras no solo que
promovem o esgotamento de águas pluviais e aumentam a aderência dos
pneus dos aviões.
Há vários relatos de pilotos que corroboram esta tese, que tem também a
sustentá-la o facto de na segunda-feira um avião da Pantanal de muito
menor porte também ter sofrido o efeito da pista escorregadia.
As notícias da imprensa brasileira vão no sentido de explicar que o
avião tenha saído dos limites do aeroporto pelo lado esquerdo e não a
direito com uma eventual guinada, sugerida pelo grito de “vira, vira”.
Todos os relatos do acidente referem que na avenida Washington Luís não
há rastos dos pneus do Airbus e que testemunhas oculares viram o
aparelho à altura da iluminação pública.
Estes relatos dizem que o avião explodiu ao embater no edifício da TAM Express.
Desde as primeiras horas que os bombeiros admitem que o acidente possa
ter causado cerca de 200 mortos, considerando que no edifício da TAM
Express estariam algumas dezenas de pessoas e que transeuntes também
teriam sido vítimas, designadamente automobilistas que se encontravam
numa estação de serviço contígua.
Quanto aos passageiros e tripulantes do Airbus desde as primeiras horas
que os bombeiros informaram o Governador de São Paulo não terem
qualquer expectativa de encontrar sobreviventes, referindo que a
temperatura no local do sinistro terá superado os mil graus centígrados.
Por estas informações — embora sem confirmação oficial das vítimas
mortais — o acidente ontem com o voo JJ3045 da TAM será o maior da
história da aviação comercial brasileira.
Até ontem o maior tinha sido o do voo da GOL em Boeing B737-800 que em
Setembro passado se despenhou no estado do Mato Grosso depois de
colidir em voo com um jacto Legacy, tendo morrido as 154 pessoas que
estavam a bordo.
A última informação da TAM indica que no voo JJ 3054, entre Porto
Alegre e São Paulo, “viajavam 162 passageiros 18 funcionários da
empresa e seis tripulantes (dois comandantes e quatro comissários),
totalizando 186 pessoas a bordo”.
O avião saiu às 17h16 (hora local) da capital do Rio Grande do Sul e a aterragem em São Paulo estava prevista para as 18h50.
O jornal a “Folha de São Paulo” noticiou ainda que a gravação vídeo da
aterragem confirma que o avião chegou a tocar a pista e que os
especialistas admitem que nessa altura o piloto se tenha apercebido de
que não tinha extensão de pista suficiente para imobilizar o aparelho.
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