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| Tomaz Mettelo ao PressTUR |
euroAtlantic vai alugar aviões à TAAG e integrá-los na sua operação |
Presstur 10-08-2007 (10h19)
A companhia portuguesa euroAtlantic vai incorporar aviões da TAAG,
actualmente interdita de operar de e para a União Europeia, através do
aluguer exclusivamente das aeronaves, para as operar no seu modelo, em
que assume totalmente a responsabilidade operacional, ainda que façam
voos para a companhia angolana, confirmou ao PressTUR o seu presidente,
Tomaz Metello.
“Já tivemos o OK da TAAG para avançarmos”, afirmou Tomaz Metello, que
explicou que a euroAtlantic vai alugar os aviões da TAAG num sistema
que na aviação é designado por dry-lease para significar que se refere
apenas ao avião.
O presidente da euroAtlantic explicou que esses aviões serão depois
operados de acordo com o modelo de negócio da empresa, que tem como
core business os ACMI, sigla do inglês para indicar que se dedica ao
aluguer de avião, tripulação, manutenção e seguro a outras companhias,
entre elas a TAAG.
“Nós é que seremos responsáveis pela operação desses aviões”, sublinhou Tomaz Metello.
O presidente da euroAtlantic salientou que esta solução permitirá à
TAAG, em primeiro lugar, não ter aviões que custam dezenas de milhões
de dólares imobilizados ou subutilizados, e, por outro lado, reforça a
possibilidade de manter voos com o seu código enquanto decorre o
processo de resolução das não conformidades que levaram à sua
interdição pela União Europeia.
Mesmo com essa interdição, a TAAG tem mantido voos com o seu código,
nomeadamente entre Lisboa e Luanda, mas em avião da South African
Airways (SAA), como anteriormente também teve com aparelhos da
euroAtlantic, Orbest e White.
Este processo não viola as disposições da União Europeia, na medida em
que a companhia angolana é a marketing carrier (tem a gestão comercial
do voo) e a sul-africana é que é a operating carrier (responsável
operacional).
É também neste modelo que a euroAtlantic desenhou o acordo finalizado
ontem com a TAAG e que tem sido acompanhado pela Boeing, fabricante dos
aviões utilizados pela companhia angolana.
A vantagem da solução desenhada com a euroAtlantic relativamente às
soluções que têm sido encontradas é que além de se manter como
marketing carrier, a TAAG pode resolver o problema da imobilização dos
aviões, designadamente dos dois novos Boeing B777, para os quais a
companhia liderada por Tomaz Metello está segura de que não faltam
clientes [além da própria angolana], porque o mercado atravessa uma
época de escassez de aparelhos para fazer face ao crescimento da
procura.
As ligações entre São Tomé e Lisboa poderão ser uma das rotas
beneficiadas por esta solução, uma vez que com a proibição da TAAG o
voo Luanda – São Tomé – Lisboa, que a angolana operava para a STP
Airways, passou a ter que fazer São Tomé – Luanda em avião próprio e
depois Luanda – Lisboa no aparelho da SAA.
“Tive a ideia e avancei”, disse Tomaz Metello ao PressTUR, referindo
que tem mantidas informadas as autoridades aeronáuticas portuguesa e
europeia.
Tomaz Metello referiu que, porém, não há ainda uma data para a
concretização da transferência dos aviões para o Certificado de
Operador Aéreo (COA) da euroAtlantic, avançando apenas ter a
expectativa que nas últimas semanas deste mês o processo possa avançar.
Tomaz Metello disse ainda ao PressTUR ser seu propósito aproveitar o
“máximo de recursos” da TAAG, designadamente tripulações, quando
certificadas pelas autoridades aeronáuticas europeia e portuguesa, e
sublinhou que o seu propósito é ajudar a companhia angolana “a custo
zero”.
O presidente da euroAtlantic admitiu que, porém, a empresa tem
“interesses estratégicos” que passam por Angola e nomeadamente pela
TAAG, tendo apontado como exemplo o facto de terem sido as duas
transportadoras escolhidas pelo Governo de São Tomé para participarem
no capital social da STP Airways.
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