| José Roquette, administrador, ao PressTUR (2) |
Pestana avalia investimentos hoteleiros em Porto Alegre, Belo Horizonte e Brasília |
Presstur 16-06-2010 (15h09)
O Grupo Pestana tem estado a desenvolver um “trabalho de prospecção” de
oportunidades de estender a sua presença no Brasil às cidades de Porto
Alegre, Belo Horizonte e Brasília, bem como, a nível da América do Sul,
em capitais como Santiago do Chile, “que será provavelmente a próxima”,
e Bogotá e Lima, que o administrador José Roquette considerou serem
sequências “naturais”.
O administrador do Grupo Pestana, que explicava ao PressTUR porque foi vendido o terreno para onde estava anunciado o Pestana Ipojuca, da Pestana Residences, sublinhou que é nessa perspectiva de na América do Sul se concentrar na hotelaria urbana que essa venda “faz sentido”, até porque, além das dificuldades de licenciamento e de ter surgido uma proposta de compra “muito boa”, “é mais consistente com a estratégia do Grupo, que é crescer eventualmente em outras cidades, como Porto Alegre, Belo Horizonte e Brasília, onde temos estado a fazer um trabalho de prospecção”. “Hoje o que estamos a fazer é acentuar, com base na experiência destes dez anos [de actividade no Brasil], aquilo que para nós tem sido a aprendizagem do que faz mais sentido”, de que os hotéis urbanos “têm tido performances muito positivas, muito interessantes...”, afirmou José Roquette, que afirmou tratar-se “muito mais de acentuar [a aposta na hotelaria urbana] do que inflectir alguma coisa na estratégia”. “Isso não significa que nunca mais façamos qualquer resort”, frisou José Roquette, que não deixou de referir que no Brasil enquanto “o segmento turístico puro não só tem tido algumas restrições do ponto de vista do mercado internacional, e portanto é essencialmente mercado interno, e tende a focar-se em segmentos com preços que achamos que não são compatíveis com o produto que gostaríamos de fazer”, o segmento urbano floresce, pela “força muito grande do mercado corporate”. “Sentimos que é por aí que temos que seguir, que cada vez mais temos que focar aí mesmo”, sublinhou.
José Roquette que avançou ao PressTUR que o desempenho da rede na América do Sul tem “corrido muitíssimo bem” este ano, adiantou, sem avançar números, uma vez que ainda não está concluído o primeiro semestre, que essa evolução “permite pensar que os próximos passos de desenvolvimento”, não apenas nas três cidades brasileiras que indicou, como noutras capitais da América do Sul. “Santiago diria que será provavelmente a próxima”, indicou José Roquette, sublinhando que embora “não há ainda nenhuma negociação em concreto, mas já há muito trabalho local feito”. “E depois as naturais seriam Bogotá e Lima”, prosseguiu o administrador do Grupo Pestana, observando que “isto mostra o rumo” da rede na região, centrado no segmento urbano não só Brasil como nas principais capitais da América do Sul.
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