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British Airways e AITO em desacordo
por causa de compensações devido às cinzas
Presstur 28-07-2010 (13h34) A British Airways defendeu que não vai reembolsar os operadores que optaram por repratriar os seus clientes retidos durante o encerramento do espaço aéreo europeu devido às cinzas vulcânicas o que levou a uma reacção negativa da Associação de Operadores Turísticos Independentes (AITO).

Durante o caos que se instalou durante a crise das cinzas vulcânicas que encerrou o espaço aéreo europeu muitos operadores optaram por pagar os gastos de repatriamento e outros custos em vez de deixarem os seus clientes à espera durante dias a fio até as companhias aéreas poderem voltar a voar, assumindo que seriam reembolsados pelas transportadoras.  

A British Airways já afirmou na passada semana que não iria proceder a nenhum reembolso e a AITO receia que o mesmo aconteça com outras companhias.

A British Airways defende que se o operador ou agente tratou dos seus clientes cumpriu com a sua obrigação para com eles e a transportadora não tem de suportar esse custo, acrescentando que o dever da companhia aérea é para com o passageiro pelo que somente estes podem queixar-se directamente por terem incorrido em custos, diz a imprensa britânica.

A AITO mostra-se desapontada e já fez saber que a British Airways poderá ser boicotada por alguns dos membros da associação. A companhia aérea diz que a crise lhes custou 100 milhões de libras numa ocasião em que a aviação atravessa o seu período mais difícil, acrescentando que se responsabilizaram pelos seus clientes e pagaram milhões para cobrirem os seus deveres de cuidar dos passageiros.

Uma porta-voz da British Airways citada pelo "e-tid" afirmou ainda que "vendem os lugares de avião aos profissionais com tarifas especiais e que depois os operadores constroem os pacotes com serviços adicionais e vendem aos seus clientes aos preços que entendem".

Entretanto as companhias aéreas estão a tentar obter reembolsos junto do governo enquanto a AITO e a ABTA – Associação Britânica de Agentes de Viagens também querem ser ressarcidas dos gastos que tiveram durante a crise, afirmando que o sector turístico não pode arcar com os custos provenientes de causas naturais cuja responsabilidade pertencem aos governos e respectivos consulados e que qualquer esquema de apoio financeiro por causa da crise das cinzas deverá incluir todos os sectores da indústria do turismo que tenham sido afectados.

 

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