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Além da recuperação da operação
Air France – KLM sai “do vermelho”
com mais-valia de 1,03 mil milhões do Amadeus
Presstur 28-07-2010 (16h29) O grupo Air France – KLM apresentou um lucro de 736 milhões de euros no segundo trimestre deste ano, pela melhoria da rentabilidade da operação, que lhe permitiu reduzir os prejuízos operacionais em 364 milhões, e, designadamente, pela mais valia de 1,03 mil milhões obtida com a sua participação no GDS Amadeus.
O destaque do grupo sobre a evolução no período de 1 de Abril a 30 de Junho, que corresponde ao primeiro trimestre do exercício 2010/2011, iniciado a 1 de Abril, vai, porém, para o desempenho operacional, quer em termos de volume quer em termos de rentabilidade da operação, apesar do impacto negativo do fecho do espaço aéreo europeu durante alguns dias de Abril e Maio pela nuvem de cinzas vulcânicas.
O grupo teve no trimestre um aumento dos volume de negócios em 10,7%, para 5.721 milhões de euros, com a receita do transporte aéreo de passageiros a subir 8,8%, para 4.368 milhões, pelo aumento das receitas de voos regulares em 9,1%, para 4.164 milhões, apesar de uma queda do tráfego (em RPK = passageiros x quilómetros) em 2,3%.
O aumento dos proveitos baseou-se, assim, no aumento do yield (preço médio por passageiro x quilómetro) em 11,8%, para 8,45 cêntimos do euro, com o qual a receita média por lugar x quilómetro colocado no mercado subiu 14,8%, para 6,89 cêntimos, uma vez que não só o preço médio subiu como também a taxa de ocupação melhorou, em 2,2 pontos, para 81,5%.
Do lado dos custos, o balanço indica que o custo unitário, que traduz a despesa que em média por lugar voado um quilómetro, cresceu 8,9%, para 7,04 cêntimos
O transporte aéreo de passageiros teve ainda assim um resultado de exploração negativo de 142 milhões de euros, que compara com uma perda de 338 milhões no período homólogo de 2009.
Na actividade transporte de carga, que foi menos penalizada pela nuvem de cinzas vulcânicas, o grupo Air France – KLM já apresentou este ano resultados de exploração positivos, no montante de 11 milhões de euros, quando há um ano perdera 197 milhões.
Esta área de negócio teve uma facturação de 774 milhões, em alta de 42,3% face ao ano passado, em que a carga caiu fortemente pela recessão económica mundial, por um crescimento do tráfego (em toneladas x quilómetros) em 2,6% e, principalmente, pela recuperação do preço médio (yield), que subiu 39,9%.
Relativamente a outras áreas de negócios, o grupo Air France – KLM indica que também foram penalizadas pelos encerramentos do espaço aéreo europeu, designadamente a manutenção, que facturou 244 milhões (246 milhões no ano passado) e teve 20 milhões de resultados de exploração (30 milhões há um ano) e “outras actividades”, onde inclui charters e catering, que facturaram 335 milhões (365 milhões há um ano).

Continua em:
Air France – KLM teria exploração positiva se não fosse a nuvem de cinzas vulcânicas
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