Um porta-voz da Posibilitum, empresa que adquiriu o grupo, citado pelo jornal diário "Cinco Dias" assegurou que apesar de despedirem todos os trabalhadores não se trata de uma liquidação mas admitiu que a situação "é bastante delicada".
Já o jornal online "Hosteltur" cita fontes da empresa que asseguram que a rede poderá regressar à actividade a pouco e pouco, depois de vender alguns activos.
Os actuais proprietários do grupo Marsans e os administradores concursais da companhia acordaram com o comité da empresa um Expediente de Regulação de Emprego para a totalidade dos 1.445 trabalhadores e o acordo contempla o pagamento de 32 dias por ano de trabalho com um máximo de 70 mil euros, o que melhora as condições oferecidas há umas semanas pela direcção, diz a imprensa espanhola.
Apesar do acordo contemplar 32 dias os trabalhadores irão receber em principio o dinheiro que venha do Fundo de Garantia Salarial e que corresponde a 20 dias por ano de trabalho. Por estar em concurso de credores a Viagens Marsans não pode pagar dívidas contraídas pelo que os trabalhadores terão de esperar que a empresa tenha dinheiro o que acontecerá presumivelmente quando vender alguns dos activos, diz o "Cinco Dias" que cita analistas da matéria que dizem que os 12 dias que ficarão por pagar serão definidos como "créditos contra a massa" o que significa que são os primeiros a serem pagos.
Um porta-voz da Posibilitum afirmou esta quarta-feira à agência EFE que a empresa não desistiu de um plano de viabilidade baseada em três vertentes, designadamente a redução de custos, regeneração da tesouraria e a recuperação da actividade. Disto depende a venda de activos que permitiria fazer pagamentos e retomar a operação, enquanto que a poupança virá do acordo feito com os trabalhadores, recordando que estes têm prioridade de contratação face à reabertura e recuperação da actividade.
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