Mercados invulgares perto de Banguecoque

14-02-2020 (15h29)

As coisas mais invulgares podem resultar nas melhores experiências em viagem e, por isso, saímos de Banguecoque para explorar dois mercados peculiares, um atravessado a meio por uma linha férrea activa e outro onde o comércio é feito em barcos num labirinto de canais.

Saímos de Banguecoque, atravessamos uma ponte sobre o rio Chao Phraya, e cerca de uma hora depois chegamos ao Talad Rom Hoop ou mercado de Maeklong, na província de Samut Songkhram.

O mercado estende-se pelos dois lados de uma linha de comboio que percorremos a pé, enquanto observamos de um lado e de outro bancas com carne, peixe, marisco, legumes e frutas exóticas como o rambutam, que lembra o sabor e o aspecto da lichia, ou o durian, que no Brasil é conhecido como jaca, e é um fruto com um cheiro tão intenso que é proibido em hotéis e outros espaços públicos fechados, com direito a multa para os infractores.

Trata-se de um mercado onde os habitantes locais fazem as suas compras e não uma invenção para atrair turistas, o que se nota na ausência de souvenires. Aliás, foi a abundância de peixe e marisco que motivou a construção da linha de comboio para transportar as mercadorias para outras cidades, incluindo Banguecoque.

O comboio continua a passar várias vezes por dia e obriga os comerciantes a recolher os toldos e a mercadoria a cada passagem.

As carruagens passam lentamente, mas não param, e, porque já houve acidentes, os vendedores gritam insistentemente com os turistas para se afastarem, enquanto estes se esticam ao máximo para conseguir uma foto da locomotiva a chegar.

A cerca de meia hora dali encontramos outro mercado invulgar, o mercado flutuante de Damnoen Saduak, na província de Ratchaburi. No lugar de comboios, vemos barcos, que não interropem o comércio, pois são eles próprios meios de locomoção dos visitantes e dos vendedores.

Os canais estão cheios destas embarcações compridas de madeira, algumas com motor, outras a remos. São tantas que se encostam umas às outras à passagem pelos canais e, por isso, Fellini, o nosso guia, avisa-nos para termos sempre as mãos do lado de dentro do barco.

Há barcos que são autênticas cozinhas, que vendem espetadas grelhadas de camarão e de frango, sopas de noodles e doces de côco, tudo feito ali. Outros vendem especiarias, sacos com todos os ingredientes para fazer Pad Thai, uma das receitas tailandesas mais conhecidas, e outros ainda que vendem objectos em madeira, roupas e muitas bugigangas.

As margens dos canais também têm bancas montadas, e os vendedores sorriem e anunciam os seus produtos, convidando-nos a ver e comprar.

Ao contrário de Maeklong, os visitantes deste mercado são quase todos turistas, embora durante as primeiras horas da manhã os habitantes locais também façam as suas compras nestes canais, disse-nos Fellini.

Do alto de uma ponte aproveitamos os últimos minutos ali para observar o trânsito dos barcos, que batem de lado uns contra os outros enquanto avançam devagar. Na margem, uma pessoa estica uma nota com uma mão e com a outra recebe uma sopa de noodles. Algumas pessoas estão sentadas nos degraus a comer, um homem posa para uma fotografia com uma cobra nos ombros, e outros visitantes, como nós, estão apenas a ver o movimento.

É hora de voltar para Banguecoque, onde nos esperam massagistas da Escola de Massagem Tradicional Tailandesa de Wat Pho. Serão duas horas de massagem, ideal para regenarar e poder desfrutar da noite, que terá um jantar de marisco e um passeio por Chinatown e Khao San Road.

Para continuar a ler clique:

Banguecoque à noite, em Chinatown e Khao San Road

 

Por Luís Canto

O PressTUR viajou a convite do operador turístico Solférias

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