Descobrir em Havana a singularidade de Cuba

24-03-2017 (06h09)

O encanto de Havana é para ser descoberto nas ruas, nas praças e no Malecón, apreciando arcos, colunas e varandas de palacetes em ruína e deixando que os clássicos a rodar nas estradas nos transportem para os momentos que levaram Cuba a ser um país verdadeiramente único.

Os automóveis americanos Chevrolet, Buick, Ford e Plymouth ou os russos Volga e Lada saltam logo à vista quando se chega a Havana, porque são alguns dos clássicos mais comuns nas estradas cubanas e simultaneamente mais raros em qualquer outro país.

Estas relíquias proporcionam um desfile motorizado e ao mesmo tempo ilustram um momento crucial na história de Cuba, quando, após o triunfo da Revolução Cubana em 1959, foram nacionalizadas refinarias detidas por norte-americanos no país e os Estados Unidos impuseram a Cuba um embargo comercial, económico e financeiro.

Proibidos de fazer importações do país vizinho, só com muito engenho conseguiram manter estas máquinas em funcionamento ao longo de quase seis décadas, que actualmente são utilizadas principalmente como táxis e para visitas turísticas.

As relações entre Cuba e Estados Unidos deram sinais de estarem a reestabelecer-se em finais de 2014, por iniciativa do presidente cubano Raúl Castro e do presidente norte-americano Barack Obama.

Era esperado um alívio nas políticas sobre trocas comerciais e viagens entre os dois países, mas a incerteza instalou-se com a eleição de Donald Trump para presidente dos Estados Unidos e, posteriormente, com a morte de Fidel Castro.

Enquanto os carros clássicos são um símbolo da história da relação entre Cuba e os Estados Unidos, os edifícios de estilos barroco e neoclássico que se encontram em Havana e noutras cidades contam histórias de tempos mais distantes, em que Cuba foi colónia de Espanha, do século XVI ao século XIX.

A conquista da independência de Espanha, tal como na luta de Fidel Castro pela libertação do regime de Fulgencio Batista, é uma história de revolução e teve como um dos seus heróis José Martí, a quem são dedicadas uma série de monumentos por todo o país.

Em Havana é possível testemunhar estas épocas da história de Cuba visitando as suas praças (clique para ler: Havana: quatro praças emblemáticas), passeando pela zona do Capitólio e do Gran Teatro ou simplesmente caminhando pelas ruas, fazendo paragens como o fazia o escritor norte-americano Ernest Hemingway no seu tempo, parando para beber um mojito na Bodeguita del Medio e um daiquiri na Floridita.

 

O PressTUR visitou Cuba a convite do Ministério de Turismo de Cuba

 

Continua:

Havana: quatro praças emblemáticas

Vales e penhascos na tranquilidade de Viñales

Remedios: uma cidade colonial para descontrair

Cayo Santa Maria para relaxar e mergulhar

Reviver a história de Che Guevara em Santa Clara

Trinidad: um tesouro colonial entre o mar e a serra

Trinidad: serra e praia

Cienfuegos: um toque francês em Cuba

Varadero: paraíso do sol e mar

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  • Ana águas

    Um País e um povo maravilhoso.

    24-03-2017 (18h29)


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