Havana: quatro praças emblemáticas

24-03-2017 (06h08)

Os roteiros mais procurados pela cidade de Havana incluem geralmente visitas às suas praças, cada uma com a sua particularidade e motivo de visita, sempre histórico e acompanhado de algum encanto especial de uma época.

Uma das praças a visitar é a Plaza de San Francisco de Asis, voltada para o porto de cruzeiros de Havana, o Terminal Sierra Maestra. A praça, que foi estabelecida no século XVI como ponto de paragem para os galeões espanhóis antes de cruzarem o Atlântico, tem de um lado o antigo Convento de São Francisco de Assis, de 1608, convertido em sala de espectáculos e, do outro, o antigo edifício da bolsa, actualmente ocupado por escritórios.

Entre estes dois monumentos encontram-se edifícios coloniais recuperados e convertidos em pequenos hotéis de charme, restaurantes e esplanadas.

Existem na praça três esculturas relevantes, designadamente a Fuente de Los Leones, esculpida em 1836 pelo escultor italiano Giuseppe Gaggini, La Conversación, uma obra contemporânea do artista francês Etienne, que representa o diálogo, e El Caballero de Paris, que representa um homem que andou pelas ruas de Havana nos anos 1950 falando das suas filosofias de vida, de política e da actualidade.

Daí a uma caminhada de cinco minutos está a Plaza Vieja, mais ampla e com maior variedade de estilos arquitectónicos, juntando barroco e art nouveau nos edifícios coloridos que a compõem, com arcos, colunas, varandas e janelas com portadas de madeira e vitrais.

Num dos cantos da praça encontra-se o Café Taberna, um dos mais antigos da cidade, fundado em 1772, e, ao lado, a entrada para a torre da Cámara Oscura, um aparelho óptico construído com espelhos que possibilita vistas panorâmicas da cidade.

Mais dez minutos de caminhada e encontra-se a Plaza de Armas, a mais antiga de Havana, onde todos os dias, excepto aos Domingos, há uma feira de livros usados, onde se encontram sobretudo livros sobre a revolução e biografias dos seus principais intervenientes, cartazes e outros documentos da história de Cuba.

A praça, que inicialmente foi Plaza de la Iglesia, devido a uma igreja que em tempos existiu ali, adoptou o nome de Plaza de las Armas devido aos exercícios militares que eram feitos no local, por estar em frente ao Castillo de la Real Fuerza, onde estava hospedado o governador colonial.

O Castillo de la Real Fuerza, que é um dos mais antigos fortes nas Américas, tem uma das suas torres embelezada no topo por uma estátua de bronze chamada La Giraldilla, que se tornou um dos símbolos da cidade.

É aqui que se encontra o berço de Havana, ou pelo menos onde se diz ter-se realizado a primeira missa da cidade, em 1519, num local chamdo El Templete, que pode ser visitado.

Outros monumentos de destaque na Plaza de las Armas são a estátua de Carlos Manuel de Céspedes, um dos heróis da independência de Cuba, que se encontra no jardim central da praça, e o Palacio de los Capitanes Generales, que actualmente alberga o Museu da Cidade.

A dois minutos da praça, seguindo pela Calle Obispo, encontra-se o Hotel Ambos Mundos, uma referência por ser um dos locais onde viveu e exerceu o seu ofício o escritor norte-americano Ernest Hemingway. Além de visitar o seu quarto, o número 511, vale a pena subir mais uns andares até ao terraço para ver a vista e beber um Mojito refrescante.

Para chegar à Plaza de la Catedral são outros dois minutos de caminhada recompensados com a vista de um conjunto homogéneo de edíficios de estilo barroco, incluindo a própria Catedral de San Cristóbal de la Habana, uma igreja do século XVIII que à primeira vista causa algum desconcerto pela sua assimetria.

Logo junto à Plaza de la Catedral está a Bodeguita del Medio, um dos bares mais famosos de Havana, onde se diz que Ernest Hemingway apreciava Mojitos. O ambiente é animado por música ao vivo e as paredes do bar-restaurante têm assinaturas dos visitantes de alto a baixo e fotografias emolduradas dos visitantes mais ilustres.

Outro bar em Havana tornado célebre pelas visitas de Ernest Hemingway, e que até tem uma estátua em sua homenagem, é o Floridita, onde se diz que foi inventado o daiquirí.

 

O PressTUR visitou Cuba a convite do Ministério de Turismo de Cuba


Continua:

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