Primeira-ministra britânica anuncia demissão devido a fracasso nas negociações do Brexit

24-05-2019 (16h32)

A primeira-ministra britânica, Theresa May, anunciou hoje que vai demitir-se da liderança do partido Conservador, desencadeando uma eleição interna cujo vencedor vai assumir a chefia do governo.

A demissão da liderança será formalizada na sexta-feira, 7 de Junho, para que a eleição comece na semana seguinte.

Numa declaração à porta da residência oficial, em Downing Street, a primeira-ministra disse ter feito o possível para convencer os deputados a aprovar o acordo que negociou com Bruxelas para fazer o Reino Unido sair da União Europeia, mas que, "infelizmente", não conseguiu.

“Tentei três vezes. Penso que fiz bem em persistir, mesmo quando as probabilidades de insucesso eram altas. Mas é claro agora para mim que é melhor para o país que um novo primeiro-ministro lidere esse processo”, acrescentou.

Theresa May mantém-se em funções até que o partido tenha eleito um novo líder, o que não deverá acontecer até o final de Julho, incluindo durante a visita de Estado do presidente dos EUA, Donald Trump, entre 3 e 5 de Junho.

Numa primeira fase, os deputados candidatos a líder são sujeitos a uma série de votações dentro do grupo parlamentar até restarem apenas dois, e só depois é feita uma eleição geral com os votos dos militantes do partido.

Enquanto primeira-ministra, não pode renunciar até que esteja em posição de dizer à rainha Isabel II quem esta deve nomear como sucessor.

Theresa May já tinha prometido em Março que iria sair, mas na altura pediu para "acabar o trabalho", assumindo como missão implementar o resultado do referendo de 2016 que determinou o Brexit.

A pressão sobre Theresa May aumentou nos últimos dias, incluindo dentro do governo e de deputados até agora fiéis, devido à perspectiva de o acordo de saída da União Europeia (UE) ser chumbado no parlamento por uma quarta vez.

Apresentada na terça-feira, a nova proposta de lei para o Brexit estava prevista para ser votada a 7 de Junho e incluía como novidade a possibilidade de voto sobre um novo referendo, o que desagradou a vários ministros.

As três anteriores propostas de Brexit negociadas pela primeira-ministra britânica com Bruxelas foram rejeitadas por maiorias parlamentares, conduzindo a um impasse que obrigou Londres a prolongar o prazo de saída da União Europeia até 31 e Outubro.

(PressTUR com Agência Lusa)

 

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