Aeroporto do Montijo "não será 'low cost'" - Presidente executivo da ANA

09-10-2018 (15h35)

O aeroporto complementar do Montijo não será ‘low cost’ (baixo custo), mas de “qualidade de serviço fantástica” e dirigido a transportadoras com rotas “ponto a ponto”, ou seja, sem correspondências, argumentou hoje o presidente executivo da ANA-Aeroportos de Portugal, Thierry Ligonnière.

Na 6.ª conferência franco-portuguesa, que decorreu em Lisboa, num período de perguntas e respostas, Thierry Ligonnière afirmou que o Aeroporto, Humberto Delgado vai manter o seu papel de ‘hub’ (plataforma de conexões), nomeadamente da TAP, enquanto a estrutura complementar prevista para o Montijo será para “ponto a ponto, para as companhias que o desejarem”.

“A segregação não é no modelo económico. O Montijo será um modelo ponto a ponto e não ‘low cost’. Terá uma qualidade de serviço fantástica e estará dedicado a companhias dedicadas a ponto a ponto”, precisou.

O executivo especificou mesmo que ponto a ponto refere-se a uma viagem que tem Lisboa como aeroporto de partida e/ou destino final, sem pressupor correspondências para outros locais.

Sobre a questão das acessibilidades da nova estrutura ao centro da cidade, Thierry Ligonnière afirmou que a escolha pelo Montijo, em detrimento de outros locais, levou em conta as distâncias e que muitas companhias aéreas fizeram saber que não queriam um aeroporto afastado da capital.

Para ligar o Montijo a Lisboa estão previstos dois acessos principais, a ponte Vasco da Gama, onde haverá uma “saída específica e rápida” para o aeroporto, e através do rio Tejo, que considerou ser uma “experiência bastante simpática para os turistas poderem chegar ao centro através de barco, num percurso muito rápido, de 15 minutos apenas”.

Escusando-se a indicar, por agora, o investimento que a dona da ANA, o grupo francês Vinci, fará no Montijo, Ligonnière disse serem “centenas de milhares de euros” e voltou a garantir que se mantém o calendário previsto, que aponta para a operação civil na actual base militar em 2022.

Na sua intervenção na conferência, Ligonnière voltou a mostrar a imagem do novo aeroporto e realçou a concepção prevista para permitir “circuitos curtos de circulação”, porque os aviões são rentáveis quando “estão a voar e não quando estão no solo”.

O aeroporto irá privilegiar ainda a luminosidade e as tecnologias, acrescentou.

(PressTUR com Agência Lusa)

 

Para ler mais clique:

Lisboa e Montijo vão poder receber 50 milhões de passageiros ...  lá para 2021

ANA está numa “posição fortíssima” na negociação do Aeroporto do Montijo - Pedro Marques, ministro

 

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