Charters para o Porto Santo estão quase esgotados, director-geral da Sonhando

10-08-2020 (16h01)

A recente visita do Presidente da República à ilha de Porto Santo só não ajudou à venda dos charters para o destino, porque já restavam poucos lugares, disse ao PressTUR o director-geral do operador Sonhando que, segundo avançou, já conta quase mil turistas nos seus voos de Lisboa e do Porto para o destino, em Airbus A320 da SATA com 165 lugares.

PressTUR: A recente visita do Presidente da República à ilha de Porto Santo ajudou às vendas dos charters para o destino?

José Manuel Antunes: À venda propriamente não, porque felizmente já está praticamente tudo vendido, há muito poucos lugares para vender até 21 de Setembro. Mas no prestígio do destino, claro que sim, e nós temos mais vida pela frente. Ele fez uma boa propaganda do destino. Para nós teria sido melhor para se tivesse sido há um mês atrás, mas há um mês também não estavam lá os turistas.

 

PressTUR: Em todo o caso...

José Manuel Antunes: Foi bom. Ele parece que gostou e fez sempre grandes elogios a Porto Santo, o que é importante para o prestígio do destino e para a sua continuidade.

No caso da Sonhando, já há sete anos consecutivos que promovemos o destino e até com aviões bem maiores do que este ano e seguramente que em 2021 voltaremos e até com uma operação bem mais forte, porque Porto Santo é efectivamente um excelente destino.

 

PressTUR: E equacionam reforçar ainda este ano a oferta para o Porto Santo?

José Manuel Antunes: Já não. Estamos a 10 de Agosto, nós começamos há quatro semanas e agora era muito difícil operacionalizar um reforço por duas a três semanas. Já não fazia sentido do ponto de vista operacional, porque um empty leg (voo em vazio que acontece no regresso do aparelho da primeira partida e também na ida para ir buscar os últimos turistas) tem um peso muito grande no preço final. Aliás, nós tínhamos inicialmente previsto um empty leg para 19 voos, que é o que normalmente fazemos, mas vamos fazer só 11. Em cima disso fazer uma operação de quatro ou cinco era um peso muito grande do empty leg no preço final ao público.

 

PressTUR: E foi uma surpresa nestas altura da operação já estarem com as partidas quase todas vendidas?

José Manuel Antunes: Sim, posso dizer que sim, que talvez pensássemos que fosse mais penoso vender a totalidade dos lugares, até porque [a venda] começou relativamente lenta e tem havido vários problemas e hesitações no que diz respeito aos testes de covid, com as localizações dos laboratórios que são patrocinados pelo Governo Regional da Madeira. Essa, aliás, tem sido a maior perturbação que temos tido do ponto de vista operacional, porque a maior parte dos laboratórios designados pelo Governo Regional tem pouca capacidade, nomeadamente na Grande Lisboa e no Grande Porto. Isso tem-nos criado alguns constrangimentos e alterações, mas temos conseguido resolver tudo. Nós e os outros operadores, é bom que se diga, porque temos tido uma acção comum e toda a gente tem feito o teste, senão nesses laboratórios, noutros, alguns mesmo a expensas nossas.

 

PressTUR: E qual o balanço?

José Manuel Antunes: A operação está a correr lindamente. Não houve até agora qualquer reclamação. Hoje foi a quarta partida, o que quer dizer que já levamos cerca de mil pessoas de Lisboa e do Porto e tem corrido tudo lindamente, quer com o alojamento e estadias, quer com os transferes, na chegada lá com os testes, etc. Não tivemos até agora o mínimo percalço e acredito que esta operação vai ser a operação modelo da retoma depois da covid-19.


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Presidente da República recomenda "vivamente" Porto Santo, que é “verdadeiramente um sonho”

 

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