Hays Travel compra 555 agências da Thomas Cook no Reino Unido

10-10-2019 (00h04)

Foto: Thomas Cook
Foto: Thomas Cook

A Hays Travel, que tem 190 agências de viagens no Reino Unido, anunciou esta quarta-feira que vai comprar as 555 agências da Thomas Cook no país, empresa britânica que declarou falência em Setembro.

A Hays Travel, com sede em Sunderland, já contratou 421 trabalhadores que estavam na Thomas Cook, tendo também oferecido emprego à tripulação da Thomas Cook Airlines.

"Isto representou um passo importante no processo de liquidação, enquanto procuramos aproveitar os ativos da companhia", disse David Chapman, encarregado de administrar os bens da empresa, citado pela agência EFE.

Por seu lado, John e Irene Hays, director gerente e presidente, respectivamente, da Hays Travel, referiram que a Thomas Cook – com 178 anos de história – foi uma "marca muito querida que empregava pessoas talentosas”.

“Temos vontade de trabalhar com muitos deles", acrescentaram.

A Autoridade de Aviação Civil (CAA), responsável por atender os clientes afectados pela falência, já terminou a repatriação de mais de 100 mil pessoas que estavam de férias quando a empresa faliu, em 23 de Setembro.

Essa operação, conhecida como "Matterhorn", foi o maior repatriamento de britânicos em tempos de paz, o que permite avaliar o peso do colapso da Thomas Cook.

A Thomas Cook entrou em suspensão de pagamentos em 23 de Setembro ao não obter os fundos adicionais de 200 milhões de libras (cerca de 227 milhões de euros) que os bancos - como o RBS e o Lloyds - exigiam para fazer face aos meses de Inverno, o que deixou 'um buraco' de mais de 3.000 milhões de libras (3.370 milhões de euros).

O Governo britânico estabeleceu uma investigação para apurar responsabilidades na falência do grupo, que levou ao repatriamento de cerca de 600 mil turistas em todo o mundo.

Em Portugal, em 27 de Setembro, o Governo anunciou que as empresas afectadas pela insolvência do operador turístico Thomas Cook vão ter à disposição uma linha de apoio com um montante até 1,5 milhões de euros para financiar necessidades de tesouraria.

(PressTUR com Agência Lusa)

 

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