Mostrar aos franchisados da Flytour que Portugal oferece relação custo-benefício “incomparável”

30-10-2013 (17h31)

Francisco Sá Nogueira, sobre o Confly em Lisboa (2)

PressTUR: Quando se organiza um programa para pessoas que não são ‘turistas normais’, mas profissionais de viagens, o que é que se procura?

Francisco Sá Nogueira: Temos que ter desde logo a noção que estas pessoas que aqui estão, embora possam não ter vindo a Portugal, são pessoas que trabalham no turismo há 16/20 anos e já viajaram por todo o mundo e, portanto, têm um determinado grau de exigência. E nós sabemos que os nossos colegas são bem mais exigentes quando viajam do que os turistas, digamos, normais. Não só porque têm experiência, como, também, porque estão sempre a avaliar, a medir e a testar a performance com que trabalhamos.
Mas, portanto, a principal preocupação que temos quando conduzimos estes projectos, que são sempre mais intensos e críticos do que quando estamos a tratar com os ‘clientes normais’, é sobretudo tentar surpreendê-los. Surpreendê-los propondo-lhes coisas que saiam do habitual, porque a tendência que hoje em dia algumas organizações têm é procurar vender um produto massificado. E o consumidor, sobretudo agentes de viagens destes, que já estiveram em todo o mundo, é sobretudo dar a conhecer uma qualidade que aqui podemos oferecer numa relação custo-benefício que, do meu ponto de vista, incomparável com outros destinos.
E reparemos que estão aqui, entre franchisados, parceiros de negócios e staff da Flytour, cerca de 200 pessoas e, portanto, a realização de uma viagem destas, mesmo com todos os apoios, é um esforço financeiro significativo para a organização, o que obriga a uma gestão muito contida, tendo em conta inclusive as realidades económicas quer do país quer do Brasil, em que se tem que procurar obter a maior qualidade possível.

PressTUR: Qualidade com gestão contida.
Francisco Sá Nogueira: Qualidade com gestão contida, esse é que é o desafio desta equação.

PressTUR: Com que parceiros é que contou para este projecto?
Francisco Sá Nogueira: Desde logo o próprio Hotel Sana Epic Lisboa, que criou as condições para o evento se realizar aqui no hotel e que tem uma equipa e um nível de serviço que tem surpreendido muito pela positiva os participantes que aqui estão alojados.
E também posso falar de parceiros como por exemplo como a Parques de Sintra, a empresa que gere o património de Sintra que é um parceiro que já nos acompanha em muitas realizações, como na vinda cá da Braztoa e da ABAV e que está sempre disponível para criar novas oportunidades de negócio e, sobretudo, alguma diferenciação que salvaguarde quem patrocina e quem realiza estas organizações e que mais uma vez nos recebeu de forma exemplar na visita ao Palácio da Vila.
E também quero frisar toda a disponibilidade do grupo Estremadura, na parte dos transportes terrestres, que de facto criou condições também competitivas para toda a logística da operação.
E, last but not least, o apoio da TAP, que é de facto decisivo para que estes 200 congressistas possam estar aqui, vindos do Brasil.
O Hotel Corinthia foi outro parceiro importante, porque no meio desta logística é sempre necessário que este grupo seja alimentado e tratado em condições e também nos ofereceu a oportunidade de um dos eventos poder realizar-se no seu hotel, o que será também uma oportunidade para os participantes conhecerem a unidade hoteleira.

PressTUR: E como é que se mede o retorno destas iniciativas?
Francisco Sá Nogueira: É um retorno que não é no imediato, vamos ser realistas. É um retorno que se mede no médio prazo, e que se mede pelo estabelecimento de relações pessoais, one-to-one, com cada um dos participantes. E nessa medida é de facto um trabalho intenso, porque nestes eventos constroem-se relações que ficam para a vida. Exemplo disso é a nossa participação nas visitas da Braztoa e da ABAV em 2012, que foram de facto eventos que nos permitiram estabelecer relações únicas, não só com as direcções dessas duas associações, como também com todos os participantes, que ainda hoje perduram.
A confiança é também um factor importante e a confiança não se ganha no imediato. Não há que ter ilusões. Vamo-nos aproximando, vamos mantendo a interacção, vamos mantendo a comunicação e pouco a pouco o retorno tem vindo a surgir.


Eloi de Oliveira: “Ah!, e o mais importante: tem segurança”

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