Parlamento Europeu aprova medidas de apoio aos afectados pela falência do Thomas Cook

24-10-2019 (14h23)

Foto: Thomas Cook
Foto: Thomas Cook

O Parlamento Europeu instou hoje a Comissão Europeia a permitir aos afectados pela falência do operador turístico britânico Thomas Cook um “acesso rápido aos instrumentos financeiros da União Europeia”.

O Parlamento Europeu (PE) propôs hoje uma série de medidas para apoiar os 600 mil turistas afectados, os milhares de trabalhadores que perderam o emprego e as pequenas e médias empresas (PME) que se deparam com graves dificuldades financeiras devido à falência da Thomas Cook, o segundo maior operador turístico do mundo.

Uma resolução aprovada hoje em sessão plenária em Estrasburgo (França) afirma que o fim da actividade do grupo que geria hotéis, estâncias turísticas e linhas aéreas em 16 países e tinha 19 milhões de clientes por ano, provocou “prejuízos económicos graves ao sector do turismo, ao emprego e às comunidades locais” e pede à Comissão Europeia que identifique e permita um acesso rápido aos instrumentos financeiros da União Europeia (UE) que possam compensar os danos causados ao sector.

Os Estados-membros afectados pela falência da Thomas Cook devem utilizar plenamente as possibilidades do Fundo Europeu de Ajustamento à Globalização, por exemplo, através de candidaturas colectivas de PME, e recorrer aos instrumentos previstos pelo Fundo Social Europeu, defendem os eurodeputados.

Os serviços de turismo nas regiões que dependem do sector e, em especial, os hotéis, já tinham muitas reservas para a próxima época turística antes do colapso da Thomas Cook, destaca o PE, apelando aos Estados-membros para que ajudem as empresas a lidar com o impacto negativo desta situação.

A assembleia insta também a Comissão e os Estados-membros a assegurar que são garantidos os salários e prestações de reforma que são devidos aos trabalhadores afectados pela falência.

Os governos nacionais devem ainda ponderar, “apenas como último recurso”, a adopção de medidas de auxílio estatal que possam atenuar o impacto económico negativo nas empresas, nas cidades, nas regiões e nos destinos turísticos, bem como as graves consequências para o emprego.

O PE quer que as autoridades competentes realizem “uma análise das razões subjacentes à falência da Thomas Cook, tendo em conta que as alterações negativas na situação financeira da empresa já eram do conhecimento das autoridades britânicas”, a fim de determinar se poderiam ter sido tomadas medidas preventivas para evitar o seu colapso súbito.

“A crise resultante da falência do Grupo Thomas Cook não é um evento isolado”, nota a resolução, lembrando que 32 companhias aéreas faliram desde o início de 2017.

(PressTUR com Agência Lusa)

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Parlamento Europeu preocupado com protecção de passageiros aéreos

 

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