Thomas Cook precisa de mais 200 milhões para evitar colapso

20-09-2019 (16h52)

Foto: Thomas Cook
Foto: Thomas Cook

O grupo Thomas Cook, considerado o segundo maior da Europa na operação turística e agências de viagens, confirmou que precisa de mais 200 milhões de libras (226 milhões de euros) para evitar o colapso.

O Thomas Cook tinha previsto assinar esta semana um resgate com o seu maior accionista, o grupo chinês Fosun, estimado em 900 milhões de libras (1.023 milhões de euros).

A assinatura do resgate acabou por se adiada porque os bancos credores, incluindo o Royal Bank of Scotland e o Loyds, estão a exigir um financiamento de contingência adicional de 200 milhões de libras para assegura que o grupo pode manter-se estável durante os meses de Inverno.

A imprensa internacional avança que o Thomas Cook tem apenas “dias” para conseguir esses 200 milhões de libras.

O colapso do grupo poderia afectar 150 mil turistas britânicos e forçar a Autoridade de Aviação Civil a assegurar o seu regresso ao Reino Unido, com um custo de 682 milhões de euros (600 milhões de libras).

A empresa emprega cerca de 22 mil pessoas, incluindo nove mil no Reino Unido, e atende 19 milhões de pessoas por ano em 16 países.

 

Ver também:

Gigante europeu da operação turística recorre à protecção de credores nos tribunais dos EUA

Fosun vai injectar quase 500 milhões na Thomas Cook

 

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