UE confirma agências e operadores como os mais penalizados pelo impacto pandemia de covid-19 no turismo

04-09-2020 (15h10)

O organismo de estatísticas da União Europeia revelou hoje dados que evidenciam que o sector das agências de viagens e operadores turísticos foi o mais penalizado pelas quebras de actividade provocadas pela pandemia de covid-19 e está a ser o que enfrenta mais dificuldade para recuperar.

A informação do Eurostat indica que o volume de negócios do sector do turismo teve uma quebra, entre Fevereiro, quando o coronavírus SARS-Cov-2 chegou à Europa, e Junho que foi 4,5 vezes mais forte que a quebra média do sector dos serviços, e que a área que mais sofreu foi a das agências de viagens e operadores turísticos.

A informação divulgada hoje indica que enquanto a quebra média de actividade dos serviços entre Fevereiro e Junho foi de 16,4%, no sector do turismo atingiu 75% e nas agências de viagens e operadores turísticos superou mesmo os 80%, atingindo 83,6%.

Os dados divulgados hoje mostram que as quebras mais fortes ocorreram, depois das agências de viagens e os operadores turísticos, no transporte aéreo, com decréscimo em 73,8%, alojamento, com quebra de 66,4%, e, por fim, na restauração, com quebra de 38,4%.

A mesma informação indica que com o alívio das medidas de confinamento, o sector das agências de viagens e operadores turísticos foi o que menos recuperou.

A informação indica que o sector da restauração e similares foi o que mais recuperou, seguindo-se o sector do alojamento e, por fim, o transporte aéreo, que teve “apenas uma recuperação ligeira”.

“O sector das agências de viagens e dos operadores turísticos ficou em Junho no mesmo nível que estava em Abril”, relata o Eurostat.

Para ilustrar o peso dos sectores na UE, o Eurostat indica que a hotelaria e o alojamento tiveram um valor acrescentando de 79 mil milhões de euros em 2017, representando 1,3% do valor acrescentado da economia empresarial não financeira, e que a restauração e similares somou 96,4 mil milhões (1,6%).

 

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