Américas penalizam crescimento do IAG em Janeiro

05-02-2017 (20h19)

Iberia Airbus A330 Oaxaca (Foto: Iberia)
Iberia Airbus A330 Oaxaca (Foto: Iberia)

Iberia é a companhia que menos contribuiu para o desenvolvimento do grupo

O IAG teve um crescimento médio do tráfego de passageiros no primeiro mês deste ano em 4,4%, reflectindo aumentos em 5,8% no médio curso e em 3,9% no longo curso, que foi penalizado pela evolução nas Américas.

Os dados publicados pelo grupo indicam que apesar do grupo ter aumentado a capacidade nos voos da América do Norte, principal ‘bastião’ da British Airways, em 8,5%, o crescimento do tráfego ficou em 3,4%.

No sector América Latina e Caraíbas, ‘bastião’ da Iberia, o desfecho foi ainda pior, pois o grupo teve uma quebra do tráfego em 1,2%, embora tendo aumentado a capacidade em 2,2%.

A compensar o sector transatlântico, de acordo com os dados do grupo, o IAG teve o crescimento do tráfego no médio curso, com um crescimento médio em 5,8%, compreendendo aumentos em 5,4% em voos domésticos e em 5,9% em internacionais, e que em termos de companhias reflecte principalmente a progressão da low cost Vueling, que cresceu 11,4% em Janeiro.

No longo curso, Ásia e Pacífico, com um crescimento do tráfego em 14,9%, que reflecte também o início em 18 de Outubro de 2016 pela Iberia da rota Madrid - Tóquio.

Ainda assim, cálculos do PressTUR mostram que a Iberia foi a companhia que menos contribuiu para o crescimento do tráfego do grupo no primeiro mês deste ano, tendo um aumento de RPK (passageiros x quilómetros voados) que equivale a 11% do total do IAG.

Os mesmos dados mostram que apesar da expansão do grupo, com a aquisição da Vueling, primeiro, e, depois, da Aer Lingus, a British Airways mantém-se a companhia determinante, tendo concentrado em Janeiro 63,5% do tráfego total do grupo e sido responsável por 53,3% do aumento apresentado.

A Vueling foi a que teve o segundo maior impacto em crescimento, com 20,5% do aumento de RPK do grupo, seguida pela Aer Lingus, com 15,3%,

Em dimensão, depois da British Airways, que realiza 63,5% do total de RPK, seguem-se a Iberia, com 22,1%, a Vueling, com 8,5%, e a Aer Lingus, com 5,9%.

Em número de passageiros não é possível avaliar o impacto por companhias porque o IAG só publica números globais por sectores de rede tendo indicado que em Janeiro somo 6,687 milhões, com um aumento em 5,5% ou 349 mil relativamente ao primeiro mês de 2016.

Os voos de médio curso, onde se concentra sempre a maioria do número de passageiros, somou 4,83 milhões em Janeiro, com um aumento em 6,4% ou 289 relativamente ao mês homólogo de 2016, por +6,8% ou mais 210 mil m voos internacionais, para 3,306 milhões, e +5,5% ou mais 79 voos domésticos no Reino Unido, em Espanha e em Itália.

Em voos intercontinentais, as companhias do IAG transportaram 1,857 milhões de passageiros, com um aumento em 3,3% ou 60 mil.

Este aumento reflecte mais 26 mil (+3,5%, para 759 mil) em voos de/para a América do Norte, menos oito mil (-1,9%, para 415 mil) em voos de/para a América Latina e Caraíbas, mais 17 mil (+3,6%, para 492 mil) em voos de/para África, Médio Oriente e Ásia do Sul e mais 25 mil (+15,1%, para 191 mil) em voos de/para Ásia e Pacífico.

 

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