Apoio à TAP “deve ser visto como um investimento” – ministro da Economia

03-12-2021 (12h24)

Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira
Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira

O ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, afirmou hoje que o apoio estatal à TAP "deve ser visto como um investimento que todos estamos a fazer num activo que é estratégico para o país", naquela que considera ser uma "das empresas mais críticas para o nosso futuro colectivo".

Apoiar a TAP é "preservar esta capacidade instalada para quando houver recuperação ela poder responder", sublinhou Pedro Siza Vieira hoje no Congresso da APAVT, a decorrer em Aveiro.

Na sua visão, deixar a companhia aérea desaparecer "era uma perda muito grande para o país de que nos arrependeríamos daqui a uma década tal como nos arrependemos de outras empresas que desapareceram".

Pedro Siza Vieira defende que "a TAP é provavelmente das empresas mais críticas para o nosso futuro colectivo", e justifica a sua posição referindo a importância estratégica do hub em Lisboa e o contributo para resolver "o grande problema" de Portugal nos últimos séculos, os "défices externos acumulados".

Sobre o hub, o ministro destacou mesmo que a capital portuguesa não teria conectividade intercontinental "se a TAP não tivesse o seu hub em Lisboa" e reforçou: "se não tivermos um aeroporto onde haja uma companhia de grande ligação, na melhor das hipóteses seremos um aeroporto secundário de um grande hub em Madrid e isso cria-nos uma desvantagem estratégica"

"Não vale a pena ter um novo aeroporto muito significativo se não tivermos TAP", enfatizou o ministro, destacando a importância das ligações internacionais da companhia "para a capacidade de atrair investidores estrangeiros, atrair grandes eventos, etc".

Outro dos argumentos para considerar o apoio à TAP um investimento é o seu contributo para atenuar a dívida externa. "A TAP só por si representou em 2019 um contributo positivo para a nossa balança comercial de quase 2% do PIB", frisou Pedro Siza Vieira.

"Sempre que um americano vai da costa Leste americana para Atenas, Roma ou Milão usando um voo da TAP é uma exportação que o país faz. Se não tivessemos a TAP ele faria esse voo, mas nós não faríamos essa exportação", exemplificou o ministro. Por outro lado, "sempre que um português vai para o Brasil ou vai para Angola e usa a TAP estamos a manter cá isso e se não tivessemos TAP era uma importação que o país fazia. Íamos comprar viagens à Azul ou à TAAG e estávamos a aumentar as nossas importações".

Assim, para Pedro Siza Vieira "desaparecer uma companhia com as características da TAP tinha um impacto imediatamente negativo na nossa balança comercial, no nosso PIB, no nosso endividamento externo".

 

O PressTUR participa no Congresso a convite da APAVT

 

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