Boeing 737 MAX já tem permissão dos EUA para voltar a voar

18-11-2020 (17h23)

Foto: Ross Parmly / Unsplash
Foto: Ross Parmly / Unsplash

Os Estados Unidos autorizaram que o Boeing 737 MAX volte a voar, quase dois anos depois da proibição na sequência de dois acidentes que mataram 346 pessoas em cinco meses.

Várias modificações terão de ser feitas nos aviões antes destes poderem voltar a entrar em operação, segundo a agência Lusa.

Um comunicado da administração federal de aviação dos Estados Unidos (FAA), o regulador de tráfego aéreo do país, indica que ainda não aprovou a formação necessária para os pilotos antes do Boeing 737 MAX poder voltar a ser pilotado.

As companhias aéreas terão de realizar trabalhos de manutenção nos aparelhos que tenham estado imobilizados nas pistas dos aeroportos durante mais de 20 meses. Já as aeronaves armazenadas na Boeing, terão de ser examinadas por inspectores da FAA antes de serem enviadas aos clientes.

A American Airlines já programou um voo para o final de Dezembro.

O 737 MAX, que era o motor de vendas da Boeing antes dos acidentes, não regressará aos céus de todo o mundo no futuro imediato, porque as autoridades da aviação civil de outros países decidiram levar a cabo a sua própria avaliação.

Esta decisão é um "passo importante", considera o fabricante de aeronaves num comunicado de imprensa em resposta à FAA, assegurando que está pronto para trabalhar com os reguladores em todo o mundo para um rápido regresso ao serviço.

"Estes acontecimentos e as lições que aprendemos com os mesmos remodelaram a nossa empresa e intensificaram o nosso foco nos nossos valores fundamentais de segurança, qualidade e integridade", acrescentou o CEO (Chief Executive Officer) da Boeing, David Calhoun, citado no comunicado.

Com as companhias aéreas financeiramente abaladas pelos efeitos da pandemia de covid-19, a Boeing perdeu um total de 393 encomendas nos primeiros 10 meses do ano. O fabricante com base em Seattle tem actualmente 450 aeronaves em stock.

 

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