CEO do grupo Lufthansa advoga ‘acto de contrição’ da aviação

06-08-2020 (14h31)

Foto: Lufthansa
Foto: Lufthansa

A pandemia de covid-19 é também “uma oportunidade única para a aviação se recalibrar”, defende o CEO do grupo Lufthansa, o maior grupo europeu de companhias de aviação de rede, que propõe que se questione o status quo e “em lugar de se batalhar por ‘crescimento a qualquer preço’ se “crie valor de forma sustentável e responsável”.

A tomada de posição de Carsten Spohr consta da sua declaração incluída no comunicado de imprensa sobre o balanço do primeiro semestre, em que o grupo, de que fazem parte a Lufthansa German Airlines, a Swiss, a Austrian, a Brussels, a Eurowings e a Edelweiss, quantifica o ‘colapso’ do transporte aéreo de passageiros provocado pela pandemia de covid-19 e que já levou à supressão de 8,3 mil postos de trabalho.

O balanço mostra que no segundo trimestre, que foi o período de maior incidência da pandemia, o grupo teve uma quebra de receitas de tráfego em 85,4% ou 6.468 milhões de euros, para apenas 1.102 milhões, com queda do número de passageiros em 95,7% ou 37,8 milhões, para 1,7 milhões.

Os dados do grupo mostram que embora tenha registado uma subida do yield (receita por passageiro voado um quilómetro), não só teve menos 37,8 milhões de passageiros como o custo médio por lugar voado um quilómetro ‘disparou’ 892,9%.

Assim, embora até tenha registado melhor desempenho em transporte de carga, o grupo Lufthansa terminou o segundo trimestre com um prejuízo operacional de 1.846 milhões de euros, pior que no período homólogo de 2019 em 2.607 milhões.

No conjunto do primeiro semestre, o grupo Lufthansa tem uma quebra da receita total em 52,1% ou 9.081 milhões de euros, para 8.335 milhões, com as receitas de tráfego a apresentarem uma quebra de 57,8% ou 7.734 milhões, ficando em 5.641 milhões.

Essa quebra ocorre face a uma quebra de tráfego de passageiros em RPK (passageiros x quilómetros voados) em 65%, com o decréscimo do número de passageiros embarcados a atingir 66% ou 45,49 milhões, ficando em 23,47 milhões.

O resultado operacional do período é um prejuízo de 3.468 milhões de euros, 3.885 milhões pior que no primeiro semestre de 2019 em que tivera um lucro de 417 milhões.

 

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