Custos operacionais da TAP caíram menos que receitas no primeiro semestre

29-09-2020 (16h33)

A TAP apresentou um prejuízo fiscal de 724,1 milhões de euros, que representa um agravamento de 581,7 milhões em relação ao período homólogo de 2019, nomeadamente por uma quebra de receitas operacionais em 55,4% ou 802,8 milhões, enquanto os gastos operacionais baixaram 30% ou 460,2 milhões.

O balanço indica que “em resultado da pandemia de covid-19 e dos efeitos da mesma na actividade do grupo, no decorrer do primeiro semestre de 2020, foram apurados prejuízos fiscais estimados de 754 milhões de euros”.

O documento evidencia, porém, que além do agravamento do prejuízo operacional em 342,6 milhões, para 427,6, a companhia teve ainda o efeito desfavorável do hedging (overhedge) no montante de 136,28 milhões e um impacto do agravamento de variações cambiais desfavoráveis de 55,9 milhões, que explica dever-se, “essencialmente”, às desvalorizações do real e do kwanza e à valorização do dólar.

Pela positiva, a companhia teve o imposto sobre o rendimento, que atenuou o prejuízo em 142,1 milhões de euros, melhor 111,7 milhões que no primeiro semestre de 2019, com o qual o prejuízo líquido no período ficou em 582 milhões de euros, ainda assim 470 milhões pior que um ano antes.

O balanço da TAP indica que a quebra de receitas foi essencialmente no transporte aéreo de passageiros, cujos proveitos caíram 57,2% ou 729,7 milhões, para 545,4 milhões, enquanto a manutenção teve uma quebra de receitas em 58,4% ou 54,1 milhões, para 38,5 milhões, e o transporte de carga teve um decréscimo em 19,1% ou 12,6 milhões, para 53,2 milhões.

Do lado dos gastos, o balanço evidencia que o decréscimo mais forte foi na factura de combustíveis, que é a rubrica de custos menos dependente da acção da companhia, com um decréscimo em 54,8% ou 197,3 milhões de euros, para 163 milhões.

Todas as restantes principais rubricas de custos caíram no semestre menos de 50%, sobressaindo os decréscimos dos custos operacionais de tráfego em 41,8% ou 156,4 milhões, para 217,9 milhões, e dos custos com pessoal em 33,5% ou 111,7 milhões, para 221,2 milhões.

Para ler mais clique:

TAP reconhece 669,4 milhões de euros em bilhetes emitidos e não utilizados

 

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