Estado alemão entra para o capital do grupo Lufthansa... mas não para mandar

26-05-2020 (11h57)

Foto: Lufthansa
Foto: Lufthansa

O grupo alemão Lufthansa anunciou que já tem a aprovação de um apoio estatal até nove mil milhões de euros, incluindo 4,7 mil milhões em participação societária, que descreve como “silent participation”, ou seja, que não confere o direito de “mandar”, como em Portugal é exigido pelo ministro Pedro Nuno Santos em relação a um eventual apoio à TAP.

A informação divulgada pelo grupo Lufthansa explicita ter sido informado pelo Fundo de Estabilização Económica WSF (do alemão para Wirtschaftsstabilisierungsfonds) da aprovação de “silent participations” de até 5,7 mil milhões de euros em activos do grupo, sujeitas a um conjunto de condições financeiras.

O apoio, segundo indica, inclui 4,7 mil milhões em participação societária sem limite de tempo e que a companhia pode terminar, total ou parcialmente, de três em três meses.

Em contrapartida, o fundo aufere uma remuneração de 4% este ano e em 2021, que sobe para 9,5% até 2027.

O comunicado também esclarece que a participação societária do WSF e concretizada através de aumento de capital até atingir uma posição de 20%, ao preço de 2,56 euros por acção, por forma a atingir o montante de 300 milhões de euros.

Uma garantia adicional é que o WSF pode aumentar participação para 25% do capital mais uma acção caso o grupo seja alvo de uma tomada de controlo.

As garantias prevêem ainda que a “silent participation” seja convertida num reforço da participação em 5% em 2024 e em 2026, se ainda não tiver aumentado.

Adicionalmente, caso não tenha sido integralmente ressarcido a 2,56 euros por acção mais um juro de 12%, o fundo pode vender a participação no grupo Lufthansa a preço de mercado a 31 de Dezembro de 2023.

Além das participações, o WSF, cujas decisões ainda têm que ter ‘luz verde’ das autoridades comunitárias, atribuiu ao grupo Lufthansa uma facilidade de crédito de até três mil milhões de euros, com a participação da banca privada.

 

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