Governo português tem trabalhado para “criar condições” para a retoma dos voos Lisboa – Panamá

24-04-2019 (15h27)

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, afirmou que o Governo português tem trabalhado para “criar condições” para que sejam retomados os voos entre Lisboa e a Cidade do Panamá, que a TAP suspendeu em finais de Março de 2016.

“Nós temos trabalhado, no plano da política externa, e respeitando naturalmente as decisões empresariais, para criar condições para que essa rota seja retomada”, disse Augusto Santos Silva após uma reunião ontem com a vice-presidente e ministra das Relações Exteriores do Panamá, Isabel de Saint-Malo, para discutir questões políticas, económicas, sociais e culturais.

A posição assumida pelo ministro português é vista “com muito bons olhos” pela vice-presidente do Panamá, que considera haver “muito potencial para a existência de trocas mútuas não só turística, mas também económicas e comerciais”.

Além disso, Portugal e Panamá querem aproximar as estratégias portuárias, nomeadamente de Sines e do canal do Panamá. “Temos trabalhado muito no sentido de aproximar mais os portos portugueses e as autoridades portuárias do canal do Panamá, visto que ambos os países ocupam uma posição estratégica nas grandes rotas marítimas internacionais”, afirmou Augusto Santos Silva.

Na reunião entre os dois ministros foi debatida a situação da Venezuela, tendo Santos Silva agradecido a ajuda do Panamá à comunidade portuguesa.

O governante português elogiou “o apoio inexcedível” que o Panamá tem prestado aos portugueses que têm procurado aquele país para se refugiar da crise venezuelana, adiantando que o número contabilizado atinge quase 4.000 pessoas.

Os portugueses “estão muito bem integrados na sociedade panamenha e têm beneficiado de todo o apoio das autoridades do Panamá. Quero agradecer esta prova de grande amizade e de cooperação”, referiu.

Este é um “ponto importante” para a ministra das Relações Externas do Panamá, que sublinhou a “preocupação com a situação cada vez mais grave” na Venezuela.

“É preciso continuar a trabalhar para aumentar o número de países que apoiam e querem um regresso mais rápido da democracia à Venezuela”, defendeu Isabel de Saint-Malo.

A vice-Presidente panamenha aproveitou ainda a ocasião para se congratular pela relação com Portugal, afirmando esperar que “cada vez mais empresas portuguesas se interessem em ter a sede no Panamá, aproveitando o regime especial oferecido e a conectividade aérea e marítima”.

Essa seria, segundo sublinhou, “uma forma de essas empresas poderem projectar-se ao resto da região a partir do Panamá”.

A reunião serviu também para acordar a assinatura de um memorando de entendimento sobre formação diplomática e troca de informação e documentação.

(PressTUR com Agência Lusa)

 

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