Greve dos seguranças de aeroporto no réveillon será “prejuízo extraordinariamente grande”, presidente da CTP

12-12-2016 (17h02)

"Temo que possa ter um impacto muito grande e que vá ser um prejuízo extraordinariamente grande", disse ao PressTUR o presidente da Confederação do Turismo Português (CTP) Francisco Calheiros sobre a convocação para os últimos dias do ano de uma greve do pessoal das empresas de segurança que prestam serviço nos aeroportos.

Francisco Calheiros, que acabara de concluir a sua intervenção na sessão de encerramento do 42º Congresso da APAVT, reunido em Aveiro, comentou que "independentemente das greves serem um direito que existe" é necessário "muito cuidado" quando "extravasam completamente aquilo que está em causa" e acabam por prejudicar o turismo, que é a "actividade que mais tem contribuído para o desenvolvimento do país e que de facto cria emprego líquido".

A sua preocupação, como frisou, não se fica porém pelos três dias para os quais está convocada a paralisação, que só por si já são gravosos, mas pelo que ‘colam' à imagem do país.

Um turista, português ou estrangeiro, que veja a sua viagem prejudicada por uma greve tenderá no futuro a evitar o destino, argumentou Francisco Calheiros, para argumentar que o que está em causa "é extraordinariamente muito mais greve que o impacto dos três dias, que é muito grande".

O presidente da CTP destacou também o enquadramento em que surge a convocação da greve do pessoal da Prosegur e Securitas para os dias 27, 28 e 29 de Dezembro, para salientar que ocorre "em contra-ciclo", "Nnuma altura em que estávamos a ter alguma paz social, em que não se ouvia muito falar de greves".

PressTUR: E a CTP está a actuar no sentido de travar esse risco?

Francisco Calheiros: "Nós já estamos. Como sabe a Confederação hoje em dia é extremamente representativa do sector, temos tudo, temos a TAP, temos a Vinci... Aliás, o representante na Direcção é o próprio Ponce de Leão, que é o presidente da Vinci [em Portugal]. Já estamos em contactos, mas... Todos eles sabem tão bem como nós o impacto que isto tem. Nós estamos disponíveis, claro que sim, até porque como parceiro social temos assento na Concertação Social com os sindicatos, para o que for necessário. Agora, que de facto é algo que vem prejudicar muito o nosso turismo, não tenho uma dúvida.

 

Ver também:

Madeira alerta para risco de "prejuízo gigantesco" com greve pelo réveillon dos funcionários de segurança dos aeroportos

 

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