Grupo Lufthansa prevê reduzir este trimestre a “no máximo 25%” a capacidade de há um ano

20-10-2020 (16h45)

Foto: Lufthansa
Foto: Lufthansa

O Grupo Lufthansa, maior grupo europeu de aviação comercial, que inclui as companhias Lufthansa, Swiss, Austrian e Brussels, informou hoje que para o trimestre em curso antecipa ter “no máximo 25%” da capacidade que teve no mercado no trimestre homólogo de 2019.

A perspectiva é indicada numa informação preliminar sobre os resultados no terceiro trimestre, época alta da aviação na Europa, na qual indica que teve um prejuízo operacional ajustado (EBIT, do inglês para resultados antes de juros e impostos, excluindo receitas e encargos não recorrentes) de 1.262 milhões de euros, que significa uma degradação de 2.559 milhões em relação ao período homólogo de 2019, em que tivera um lucro de 1.297 milhões.

O grupo diz nessa informação que a sua expectativa para este trimestre é de que a procura “permaneça baixa” nos meses de Inverno que se aproximam devido à “evolução global da pandemia e as restrições às viagens que [lhe] estão associadas”.

Ainda assim, o grupo descansa os accionistas, garantindo que está em condições de “resistir” a mais desafios provocados pela pandemia.

Aliás, a informação avança que a sua liquidez atinge 10,1 mil milhões de euros, incluindo nove mil milhões dos programas “de estabilização” dos governos alemão, suíço, austríaco e belga, acrescentando que destes tem disponíveis ainda 6,3 mil milhões.

O grupo Lufthansa acrescenta que ainda assim “trabalha intensamente” em “medidas de reestruturação em todos os segmentos de negócio no sentido de conseguir reduções de custos de curto e médio prazos e “minimizar” as saídas de capital.

Relativamente ao terceiro trimestre, o grupo refere também que conseguiu compensar cerca de dois mil milhões de euros de pagamentos relacionados com cancelamentos de voos devido à covid-19 com “a expansão da actividade” nos meses de Julho e Agosto, além de estricta disciplina na gestão de recursos financeiros incluindo o adiamento do pagamento de impostos.

Assim, acrescenta, a sua dívida líquida no fim de Setembro estava em 8.930 milhões de euros, com um agravamento de 2.268 milhões em relação à data homóloga de 2019.

A informação avançou ainda que nos nove meses de Janeiro a Setembro deste ano registou um prejuízo operacional de 4.161 milhões de euros, pior 5.876 milhões que no período homólogo do ano passado.

 

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